Hoje é um dia especial para mim e para minha amada Esposa. Nesta data tão próspera, completamos 5 anos de nosso casamento e de nossa existência como apenas um. Foram altos e baixos, discussões e afetos, sorrisos e lágrimas, tudo isso para construir o que somos hoje e para nos fortalecer ainda mais como casal. Hoje eu dedico este texto e minha vida a ela.
Por incrível que pareça, conheci a atual esposa através do RPG, algo que ela não curte tanto agora. Eu tinha um grupo antigo com uns amigos, poucos deles jogam comigo até hoje. De todos os meus amigos, alguns não sabiam o que era RPG, uns não gostavam de RPG ou simplesmente não se interessavam por RPG.
Uma das pessoas que não sabia o que era RPG mas se interessava um pouco, era uma amiga chamada Andressa, irmã da esposa. Andressa entrou em contato comigo e pediu para ir ver como era para jogar conosco.
RPG não é lá uma prática muito apreciada por garotas, seja pelos motivos que forem, elas não costumam aderir tão facilmente ao fato de ficarmos em um quarto jogando, gritando e ouvindo besteiras de amigos homens. Por mais “interessante” que possa parecer para alguns, não costuma ser muito convidativa para a maioria delas.
Andressa já possuía bastantes amigos homens e não se importava em ouvir ou, vejam vocês, falar besteiras quando estava com eles, por isso achei que seria uma boa aceitar ela vir jogar com a gente, afinal, que mal poderia haver?
Pulando as partes técnicas e chatas que vocês não estão interessados em conhecer sobre o RPG, Andressa chegou ao meu quarto para começar a jogar conosco. Junto dela, estava uma das mulheres mais lindas que já havia visto e conhecido pessoalmente. Alguém que podia iluminar um quarto escuro apenas com sua presença. Uma pessoa que em outras circunstâncias, eu jamais conseguiria me aproximar.
Após um tempo, eu até soube que ela nutria um tipo de vontade de me conhecer, sem saber quem eu era, apenas conhecia do que a Andressa contava, sobre o Brad Pitt, sobre o Clube da Luta e por aí vai. Não interessa a vocês (ai).
Dali em diante foi fácil me apaixonar, não tinha nenhum outro motivo para que não acontecesse. Ela era legal, conversava muito bem, se interessava pelos mesmos assuntos que eu (música boa, a vida secreta de Jesus, entre outros), era bonita, se vestia bem. Não conseguiria citar aqui, um motivo sequer do porque eu não me apaixonar por ela. Já o contrário…
Usem sua imaginação e imaginem (redundante?) uma pessoa bonita, arrumada, que usa apenas roupas de marca, que se esforça para trabalhar, que curte ler livros cultos, que gosta de MPB, que cultiva uma boa aparência, que curte moda e tudo mais. Então, eu era exatamente o oposto disso tudo.
Embora nossos costumes fossem muitos parecidos, nossas aparências eram divinamente diferente. Eu era feio e ela bonita, isso define tudo.
Nosso começo de namoro envolveu término de outro namoro (o meu), o fim de uma relação “vai e não vai” (o dela) e algumas pendências familiares a serem resolvidas, alguns encontros escondidos de amigos e parentes, algumas trocas de olhares na presença de amigos, algumas mãos acariciadas enquanto caminhávamos, alguns amigos enganados e por aí vai.
A parte mais difícil foi convencer a família. Convenhamos, sua mãe não gostaria de te ver namorando um “Vagabundo que só fica na praça tocando violão o dia todo”, segundo a própria mãe dela. Hoje uma sogra maravilhosa para mim.
Foram alguns meses buscando-a no curso, foram alguns Tridents comprados, alguns abraços trocados, alguns beijos e muito amor e carinho. Estes últimos não faltam até hoje (já o Trident). Eu diria que foi um perído de namoro ótimo e que deveria ser guardado em nossas lembranças para todo o sempre.
Depois de passarmos por todas essas pendências, ainda veio o casamento. Super cedo para alguns e muito tarde para outros. O pai dela aprovou na hora a chance de despachar a filha pra fora de casa. Mesmo que isso implicasse fazê-la morar com um refugiado de Alcatraz. O que antes era antipatia pra cima de mim, se tornou um apego fenomenal na hora de ajudar com qualquer assunto relacionado ao casamento. Nunca vi alguém querer tanto que a filha case. Imagino que tenha sido pelo bom partido que ela tinha arrumado.
Hoje, 5 anos depois, posso dizer que tudo o que tivemos foi ótimo. Passamos por momentos difíceis, que por mais que não desejemos, todo casal acaba passando. Passamos por momentos de solidão e pudemos contar um com o outro. Passamos por momentos de dor e tivemos um ao outro para consolar. Passamos por momentos felizes e ambos estavam ali para comemorar juntos. Todos os momentos que passamos juntos valeram a pena. Não só pela ótima companhia que tenho comigo como também pela ótima mulher que a vi se tornar. Hoje eu sorrio e comemoro alegremente meus 5 anos de casado e desejo a todos a mesma sorte que eu tive.
Agradeço aos amigos de verdade que ficaram conosco até o fim. Que estiveram no casamento e que torcem por nós até hoje. Agradeço aos que nos acompanham e aos que nos adoram. Agradeço a todos por presenciarem a nossa felicidade.
Agradeço também a todos os presentes que já ganhei e a todas as surpresas maravilhosas que ela já me fez. É impossível que eu retribua e consiga tirar dela o mesmo sorriso que ela tira de mim, mas posso garantir que a tentativa será eterna e que nunca vou desistir de fazê-la feliz. Obrigado a todos por terem lido e um grande abraço.





















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