Desgraça pouca

A Festa invisível

Há um tempo eu fui em um evento incrível, repleto de docinhos, balões, chapéus e brincadeiras. Só que não.

Dias atrás minha mãe me informou que meu “Tio Zé” havia convidado ela e uma menina que trabalha com ela para ir até a festa de sua filha, vulgo “Mayarinha”. E minha mãe resolveu estender o convite para mim. Ele é meu tio e ela minha prima, logo, não vi problema em aceitar o convite mesmo não tendo vindo direto do organizador da tal festa.

Zé e sua família são muito humildes e não compreende bem o padrão de boa educação. A julgar por eu ter ido na festa sem ter sido convidado, acredito que eu também não conheça muito bem.

O fato ocorreu em um dia da semana qualquer, quando Zé foi até minha mãe na loja onde ela trabalha e a convidou para a tal festa. Zé costuma viver sempre em estado alcóolico considerável, mas nada que não crie problemas para nós, ou para ele. Conhecemos tantas pessoas que também vivem assim 24 horas por dia, não é mesmo? Zé não seria o primeiro.

Combinamos um certo horário e fomos até o ponto marcado. Luana chegou de vestido (meu Tio havia solicitado que ela fosse de “vestido de baile”. Por sorte ela achou melhor ir somente de vestido), minha mãe usou um vestido monocromático lindo que combinava divinamente com seu cabelo avermelhado. Eu, como de costume, estava com alguma roupa que achava ser apropriada para mim mas qualquer pessoa que quisesse me julgar poderia usar aquilo contra mim.

Enfim, fomos para a tal festa. Como estou de carro agora, eu levei todo mundo para lá. Entre piadas e risos dentro do carro, chegamos até a casa da minha Tia Maria, onde aconteceria a tal festa. Chegamos e fomos recepcionados por ela e por uma criança doente, filha de uma prima minha. Nenhuma decoração, nenhuma arrumação, nenhum cheiro de bolo nem nada. O mais próximo que tinha da festa era UMA criança, que estava doente, ainda por cima. Para completar, enquanto aguardávamos alguém perguntar sobre a festa ficamos vendo Gugu e o desfile de crianças desmioladas.

Isso aconteceu há algum tempo, mas na época estava muito em alta aqueles desfiles de crianças sem cérebro, ou melhor, de pais de crianças sem cérebro que obrigam as crianças a desfilarem como pequenas adultas. Daqueles que fariam a Pequena Miss Sunshine corar de alegria em participar.

Como nada estava acontecendo a ninguém parecia que ia tirar um bolo de dentro de uma cartola, minha mãe resolveu perguntar:

Maria, e a festa?

Minha tia olhou pra ela, olhou pra gente e perguntou “Que festa?”.

Explicamos que o Zé havia nos convidado para a tal festa de arromba de sua filha. Que havia dito para irmos com roupa de gala porque seria uma grande festa. Minha tia então, explicou-nos que, CASO fosse haver alguma festa para a tal criança, seria pelo menos próximo do aniversário da mesma, um mês depois da data marcada por nosso querido e amado tio Zé.

Aí minha tia ainda deu uma chorada porque ela achou que estávamos indo visitá-la e ficou toda boba que, em um mês, já era a segunda visita que fazíamos a ela. Não é bacana? Além de irmos a uma festa que não existia, ainda demos a falsa esperança de que estávamos todo amigões da família quando na verdade nosso interesse era o bolo. Que nem existia de verdade.

E eu que fui preparado para pegar os brinquedos do bolão, voltei com a mão abanando.

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E eu (quase) me ferrei. De novo

(Este post foi escrito há algum tempo e ficou salvo nos rascunhos. Como se tratava de algo importante, resolvi corrigir apenas algumas datas e publicá-lo. Fiquem atentos!)

Bom, este é mais um desabafo do que um post propriamente dito.

Vocês já compraram algo e foram tão lesados, mas tão lesados (juridicamente, quero dizer) que no fim das contas não sabia se o que tinha acontecido era real ou não? É mais ou menos como entrar no Mc Donalds, pedir um trio qualquer e o atendente responder com um “Vá se ferrar e compre no Burger King”. Tenho certeza que vai demorar alguns minutos pra que você consiga distinguir a verdade da ficção.

Foi mais ou menos assim que eu me senti algum tempo atrás. Vou explicar para que me entendam melhor.

Há algum tempo, eu fiz uma compra no Mercado Livre, em um anúncio de um celular. O preço não era muito diferente dos valores reais do produto, o pessoal que qualificava sempre dizia que o atendimento era péssimo mas o produto chegava em boas condições. Como eu queria o produto, e não um bom atendimento, cliquei em comprar. Aí começava meu inferno.

A vendedora atendia por Gybueno, mas mudou o nome de usuário recentemente para Fast Phone, só para fins de “estética”, segundo ela mesma. Estética o caramba, ela queria era mesmo mudar o nome Gybueno porque já tava todo mundo cansado de tomar volta da dita cuja.

Fiz o pedido e paguei com meu cartão de crédito. Como vocês devem saber, eu não sou uma pessoa rica, não tenho dinheiro sobrando e por isso meu cartão de crédito sofre com as atribuições do destino. Quero dizer que o pagamento foi recusado com meu cartão de crédito.

O celular era um presente para uma pessoa, na época, então eu precisava dar um jeito de conseguir outro cartão para refazer o pagamento em tempo do celular chegar para presenteá-la (não era data nenhuma especial, era só um presente).

Depois de muito tentar e não conseguir realizar o pagamento, tive que apelar para o cartão de uma conhecida. Como o limite era maior, haveria possibilidade de pagar a compra e ainda assim ficar com uma reserva, caso precisasse.

Paguei a compra e aguardei o contato do vendedor.

Aguardei o contato do vendedor.

E aguardei, um pouco mais, o contato do vendedor.

Diante de tanto tempo sem dar notícias, entrei em contato via e-mail para saber o que poderia estar ocorrendo. A pessoa respondeu que “bla bla bla assim que o aparelho fosse postado eu receberia o código de rastreio”.

Aguardei 24 horas para um novo contato e nada. Assim que cheguei no trabalho eu entrei em contato de novo solicitando alguma informação, um prazo, ou qualquer coisa que me fizesse ficar quieto aguardando o celular chegar. A resposta veio em forma de NEGRITO e SUBLINHADO: “assim que o aparelho fosse postado eu receberia o código de rastreio

Assim, sem uma introdução, sem nada. Só repetindo uma parte que já havia dito anteriormente.

Assustado com tamanha grosseria (estou acostumado com amigos estúpidos, mas vendedores, nunca) eu resolvei deixá-los descansar um pouco. Na esperança de que em breve meu problema fosse resolvido.

Como fui inocente.

Não só não me responderam como também ignoraram completamente meus outros e-mails enviados solicitando qualquer informação.

Já preocupado com a situação, eu deixei passar o fim de semana para que o vendedor não se assustasse com minha insistência ou, ao menos, que a TPM dele fosse embora e ele fosse capaz de me atender com o mínimo de educação. Não foi o caso.

Na segunda feira, assim que cheguei no trabalho eu enviei um e-mail polido, tomando muito cuidado com as palavras, na esperança de que eu não fosse compreendido de forma errada. Para a minha surpresa, eu recebi uma resposta da vendedora, mas a resposta não veio tão polida quanto a minha pergunta. Sem titubear, ela respondeu: “Você demora pra pagar e agora quer o envio rápido?”.

Eu fiquei sem voz. Sério, nunca na minha vida tinha sido tão mal atendido por um vendedor assim. Nunca.

Já que o vendedor não tomava cuidados para manter a boa educação, eu resolvi partir para a única coisa que eu podia fazer. Reclamar e cancelar a compra.

Entrei no Mercado Livre e fiz o cancelamento (negativando o individuo) e abri uma reclamação pelo site contra o vendedor.

Na mesma hora o vendedor entrou em contato via e-mail, explicando que eu demorei pra pagar, e que era sacanagem ele ter que esperar tanto tempo pra receber e agora eu querer as coisas com urgência. Eu expliquei, calmamente, que meu problema não era o não envio de um produto já pago, era o péssimo atendimento e a falta de informação de um prazo para que eu pudesse aguardar meu produto com segurança.

Diante da reclamação e da negativação, o usuário por trás do atendimento percebeu a burrada e usou de chantagem dizendo que “se eu não mudasse a qualificação, ele não liberaria o dinheiro de volta. Prenderia até o último minuto para atrasar minha compra”.

Como expliquei, o celular era para um presente e quanto mais eu segurasse aquela compra ali, mais eu teria trabalho pra cancelar depois.

Entramos em um acordo e a qualificação foi modificada (para neutra) enquanto o dinheiro era liberado de volta para mim. Até aí tudo bem, eu já tinha dado esse problema por resolvido.

Uma conta de MSN (na época ainda se usava) com e-mail de fastphone1@hotmail.com me adicionou e me enviu um “oi”. Eu fiquei curioso e antes de qualquer coisa disse que “o problema já havia sido resolvido, que não precisaria de um segundo contato”.

A mulher do MSN, que se identificava como a tal Gy, explicou que queria saber o que estava acontecendo e diante de TODAS as reclamações que fiz ela disse desconhecer os tais problemas e que ela só trabalha na parte de vendas, que o atendimento era feito por outra pessoa.

Ignorei e segui minha vida. Aí que veio a melhor parte.

Entendam. O celular que comprei era no valor de R$ 999,00. Um PSP está em torno de R$ 600,00. Viram? Ok, agora continuando.

A tal Gy, do MSN, explicou que não queria problemas com nenhum cliente e que precisava zelar pelo nome que havia conquistado nestes “6 anos de vendas no Mercado Livre“.

Explicado isso, ela pediu para que fizessemos da seguinte forma: Eu depositaria o valor de R$ 650,00 em uma conta dela  e ela enviaria hoje mesmo o celular via Sedex.

Diante do absurdo, eu expliquei que não queria desconto, que não queria nada que pudesse me beneficiar, queria só o meu produto entregue, tendo em vista que já haviam debitado o valor da conta na próxima fatura.

Ela insistiu no desconto e me ofereceu mais. Como boa moça que é, me ofereceu um PSP de BRINDE se eu fizesse o depósito dos R$ 650,00 ainda hoje, até a hora do almoço.

Ou seja, eu compraria um celular de R$ 999,00 pelo preço de R$ 650,00 e ainda ganharia um PSP de brinde. Não é um amor, essa tal Gybueno?

Estava mais do que claro que aquilo era a mais pura picaretagem.

Quando ela falou do PSP eu percebi a burrada que ela estava me fazendo cometer. Claro que eu não faria o depósito, mas imagina uma outra pessoa menos capaz de distinguir as coisas o que não poderia fazer. Foi aí que resolvi fazer uma rápida busca no Google pelo nome Gybueno.

Caramba. Como alguém pode ser tão picareta todo esse tempo e ninguém conseguir fazer nada? Já vi relatos de nego que acha que ela tem alguém dentro do Mercado Livre auxiliando ela, já que mesmo sem liberar o pagamento, o pagamento é liberado pra ela e ela fica feliz com a sua grana no bolso, enquanto você amarga o seu prejuízo.

Aí eu percebi. Essa Gybueno faz da seguinte forma. Ela oferece algo no Mercado Livre. Você paga e ela vai te levando na conversa até o fim do prazo da liberação do pagamento e o Mercado Livre libera automaticamente o pagamento pra ela. Ou seja, o Mercado Livre dá respaldo pra esse tipo de atividade.

Mas convenhamos, se um vendedor te enrola por 2 semanas e você não cancela o pagamento, o problema está com você, não com o vendedor safado ou com o Mercado Livre (mais safado ainda).

Por isso, fica aqui o aviso. Não comprem NADA dessa Gybueno e fiquem atentos com descontos muito absurdos, e mais atentos ainda com prazos absurdos na entrega. Fiz algumas compras no mesmo dia e minutos depois os vendedores haviam entrado em contato para realizarmos os processos. Um deles, inclusive, eu recebi numa velocidade recorde para entregas por Correios.

Outro problema normalmente encontrado é a forma de contato com o Mercado Livre, por isso, eu fiz uma compilação de formulário de contato e de telefones espalhados pela internet. Alguns eu fiz o teste e outros eu deixei pra vocês tentarem aí, caso não dê retorno, nos avise por comentários:

Telefones – Todos com prefixo (11):

2842-5400
4153-1130
5508-2366
6842-5400
6842-5408
3040-4155
5093-2893
5533-0775
5103-0277
3040-4186
3040-4187
3849-4595
2842-5418

Se você tem alguma história pra contar sobre o Mercado Livre ou esta vendedora citada, deixe aí nos comentários para que os próximos visitantes possam ver.

Acorda aí, ô!!!

6:05 – O relógio desperta. Eu levanto rápido e corro pro banheiro achando que vou perder a hora. Vou de olhos fechados porque a preguiça não me deixa agir normalmente.

Pego a escova de dentes e começo a escovar meus dentes. Antes que eu entre no chuveiro eu me indago o porque de estar vestindo uma fantasia do Pikachu.

Antes que a resposta apareça na minha cabeça, o relógio desperta…

6:20 – Levanto no susto. Agora já estou atrasado e preciso correr contra o tempo. Se antes dava tempo de fazer tudo com calma, agora era tudo na base do “vai que já deu sua hora”.

– Por que não acordei na hora?

Sempre me pergunto. E sempre sei a resposta. E o Silvio Santos também.

Dou um passo pra fora do quarto e lá está ele, com seu terno lindo, de cueca e com uma tela enorme atrás dele perguntando pra quem eu tiro o chapéu.
– Seu Silvio, só queria escovar os dentes.

E antes que eu pudesse recorrer aos universitários o relógio já estava despertando de novo.

6:35 – Agora é pra valer. Ficar sonhando com o Silvio Santos me faz atrasar sempre para o trabalho. Por que no fim de semana não é assim?

– Fim de semana você não acorda a essa hora.

O que o Vincent Vega estava fazendo no meu quarto aquela hora? Será que ele já estava morto nessa parte do sonho ou ele ainda vai morrer. Será que se eu sair correndo pro trabalho vai rolar um corte seco e vamos voltar para a noite anterior? O que eu fiz na noite anterior?

– Guerra de bola de neve com chiclete.

– Não, Jules. Eu tô falando enquanto estava acordado. Dormindo eu ainda lembro.

E o relógio, mais uma vez.

6:50 – Ih, agora ferrou. Eu pego 7:00. Agora sim estou atrasado. Tomo um banho rápido, escovo os dentes enquanto passo minha camisa e desço correndo pra buscar o carro.

Chego na firma em menos de 2 minutos.

Sorte que esse pássaro gigante que me trás pro trabalho não pega nenhum engarrafamento.

7:05 – Hoje eu sou demitido!

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Meu Brasil, Brasileiro…

De todas as listas que eu fiz, essa é sem dúvida a que vai me dar mais vergonha e prazer. Vergonha porque terei que admitir TUDO do nosso amado território tupiniquim que eu gosto. Prazer porque possivelmente terei que ver alguns vídeos e buscar alguns clipes para ilustrar o texto. De qualquer forma, espero que você goste.

PRE-PARA

Anitta. Sim, eu gosto das músicas dela. Também gostava bastante do Naldo, mas ele se transformou em um monstro do ego e começou a me irritar bastante. Me agradava muito quando eles (Anitta e Naldo) eram só cantores de funk que fugiam do lugar comum de fazer música ruim e começaram a “dar uma melhorada” nas letras.

Uma comparação que eu sempre fiz é que Anitta e Naldo são as nossas versões nacionais de Beyoncé e afins. Eles conseguem fazer aquelas músicas ruins, sem sentido mas que você curte ouvir e não ofende suas sete gerações, mandando você enfiar coisas em lugares que não deveria.

Naldo se tornou um monstro. Anitta tá quase lá, mas enquanto não chega eu continuo curtindo.

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Brilha, Brilha, brilhaaaaaaaaaa

Novelas. Amo novelas. Nem sempre tenho tempo de vê-las, mas sempre que posso eu acabo lendo uma notícia ou outra sobre as tais “séries brasileiras”. Acho repetitivas, chatas, com péssimas atuações, mas é uma forma de conseguir conversar com as senhoras, mães de amigos e de sempre surpreender tendo um conhecimento amplo sobre personagens e situações que ocorrem no ~folhetim~diário.

No fim das contas, acabo me afeiçoando às situações e personagens e na maioria das vezes não consigo ver, mas sempre me agradar parar um pouquinho e saber o que está acontecendo no mundo das novelas. Normalmente é um bebê roubado, um teste de gravidez falso ou uma guerra de famílias qualquer, mas ainda assim eu curto.

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Futebol

Não, mentira. Essa eu falei só de “zua”…

Desde cedo assumi minha paixão. De ser vaqueiro e ser um campeão

Essa daqui é incrível. Eu morei por muito tempo AO LADO de um forró. Todo fim de semana eu era obrigado a ouvir horas e horas do mais puro e belo forró. Dos mais escabrosos aos mais tranquilos. Comecei a pegar gosto pela coisa e só não descia para dançar com os alcoolizados de lá porque eu sou péssimo em dançar (e em cantar também). Mas algo que me agradava bastante eram as músicas.

Sempre curti músicas com histórias. Eu ouvia Raimundos e me deliciava tentando decifrar o que acontecia nas músicas. Matanza me deixa maluco por ter sempre uma história incrível nas letras. Não seria diferente com algum outro ritmo.

Essa música do tópico é uma delas. Conta a história de um homem que largou tudo pra ser vaqueiro. Conheceu a mulher amada e foi obrigado a fugir da cidade por causa de ameaças do pai dela. O final da história eu deixo você ouvir. Ouça, vai valer a pena…ou não.

Sabe voar, estudante?

Esse não é tosqueira, mas eu fiz questão de colocar na lista porque a lista é minha e eu coloco o que eu quiser.

Lembro de uma época, eu ainda estava na faculdade, e TODO MUNDO começou a comentar sobre um determinado filme. Sempre que passava pelos camelôs eles estavam passando alguma cena do tal filme. Era só mais um filme de morro com muitos palavrões e tudo mais. Ledo engano.

Quando parei para ver o tal filme eu fiquei besta como haviam feito aquele filme. A melhor parte? Ele tinha sido feito no Brasil, com brasileiros atuando (alguns deles até atores de novela, pasmem) e com produção totalmente brasileira. O filme era incrível.

Tropa de Elite entrou para a lista dos 10 melhores filmes da MINHA VIDA.

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Esta foi uma postagem da blogagem coletiva do Rotaroots e vários blogs participarão. Assim que forem postando eu vou atualizando.

Um móvel chamado medo

Eu tenho um cômodo que agora está vazio, mas durante muito tempo esteve cheio. Sempre busquei renovar a decoração deste cômodo, porque ele é muito importante pra mim. Desde a pintura até as cortinas, tudo costuma ser renovado de tempos em tempos.

Só tem um móvel que eu não conseguia tirar do lugar. É um móvel enorme, horroroso, que destoava de toda a decoração do quarto. Sempre me atrapalhava a me locomover. Quando alguém vinha me visitar, a primeira coisa que reparava era neste móvel. Ele estava sempre ali, parado no meio do quarto, como se não quisesse sair.

Eu busquei tirá-lo dali de diversas formas. Tentei empurrar, chamei uma empresa de mudança, tentei quebrar e nenhuma dessas soluções resolveu o problema.

Um dia encontrei um carpinteiro. Ele era um dos melhores. Aquele que conseguia moldar a madeira na forma que quisesse. Aquele que entendia o funcionamento da mesma e conseguia recuperar qualquer coisa…inclusive aquele móvel horroroso.

Mas Ele era tão bom que ao invés de reformar e deixar o móvel no meu quarto, ele conseguiu fazer o que eu não fazia há anos. Ele removeu o móvel dali. Deixou lá fora para alguém pegar e levar para seu próprio quarto, para destoar de sua própria decoração. Daquele dia em diante, ele iria destoar em outra casa, não mais na minha.

Mas de 6 bilhões de pessoas no mundo. De trilhões de possibilidades diferentes, você foi a única pessoa que passou pela móvel e o achou bonito suficiente para levar para dentro do meu quarto. Agora pouco importa a minha decoração…o quarto voltou a estar vazio. Nem esse móvel horrível eu tenho mais. Porque ele era feio mas me fazia companhia. Agora nem ele…

Pelo menos devolva o móvel pra mim.

Pelo menos devolva o móvel pra mim.

Roubando pelúcias Like a Boss

Existem coisas na vida que nós não devemos contar a qualquer um. Seu filho não precisa ouvir aquelas histórias da época de que você colava na escola. Sua filha não precisa saber daquelas histórias de que você namorava com 3 garotos diferentes da escola (como se namora 3 garotos iguais?). Sabe essas histórias que ninguém deveria saber? Essa é uma delas.

Já contei diversas vezes que minha mãe tinha um “bar” onde nós praticamente morávamos. No passado remoto nós realmente moramos dentro de uma loja. Era um fliper, mas tinha ares de bar. Esse outro bar era mais uma lanchonete do que um bar. Tínhamos lanches, refrigerantes e máquinas de fliper.

Quem tem uma loja com este foco sabe que toda semana um vendedor diferente vem até você oferecer coisas incríveis para você colocar na sua loja. Máquinas Caça Níquel, Bingos Eletrônicos, máquinas de fliper, cocaína…essas coisas.

Certa vez um vendedor foi até nossa loja e nos convenceu a colocar uma máquina caça níquel (daquelas manipuladas que só dão prêmio depois de um número X de pessoas jogarem) e uma máquina de pegar bichinhos de pelúcia. Sabe aquelas máquinas com “oooo garra”? Então, um modelo desse.

Buzz Lightyear teria sido roubado na primeira noite e Toy Story seria um filme beeeem diferente

Buzz Lightyear teria sido roubado na primeira noite e Toy Story seria um filme beeeem diferente

Depois de algumas semanas com as máquinas lá, um dos meus irmãos resolveu ficar comigo até tarde na loja. Quando fechamos as portas, ele me fez uma proposta interessante. Criarmos um plano para roubar dinheiro da máquina caça níquel. Eu era inocente e não sabia o que estava fazendo. Já ele, era um monstro que estava me corrompendo e me fazendo desejar coisas alheias.

Ele conseguiu um molho de chaves parecidas com as que abriam o cadeado da máquina de caça níquel e conseguiu abrir o tal cadeado. Depois de aberto, pegamos uma boa quantidade de moedas (se me lembro bem, era uns R$ 40,00 para cada). Para não ficar evidente que roubamos algo, ele deixou um fio quase quebrado, porque quando o técnico fosse abrir a máquina pra verificar, o fio já estaria quebrado e ele acharia que foi um problema técnico.

Não satisfeito, percebemos que a máquina de bichinhos de pelúcia possuía um pedaço BEM pequeno quebrado, no canto superior da máquina. Sem pestanejar, arrumamos um arame um pouco mais grosso, desligamos a máquina para evitar morrermos eletrocutados e começamos a jogar os bichinhos para dentro do compartimento para pegar os bichinhos. Como éramos espertos, pegávamos um por dia. Dávamos um intervalo para que algumas pessoas pudessem jogar e não conseguir pegar os tais bichinhos. Quando fechávamos as portas, o arame voltava para dentro da máquina e mais alguns bichinhos eram tirados.

Não sei se por erro de cálculo ou pela ganância comum a todo tipo de pessoa que vive no mundo do crime, começamos a pegar mais bichinhos do que fichas vendidas. Num dia que vendíamos 3 fichas, sumiam uns 15 bichinhos de pelúcia. As pessoas começaram a desconfiar.

No dia que o técnico veio ele ficou MUITO assustado com os cálculos. Aparentemente, a cada 5 fichas vendidas, 200 pelúcias eram tiradas da máquina. Um cálculo meio exagerado, mas exemplifica muito bem o espanto do cara quando disse que por motivo de força maior teria que retirar a máquina de lá. Não deu muitas explicações e sumiu com nosso fornecedor grátis de pelúcia.

Ficamos com dezenas de pelúcia pela casa, sem saber o que fazer com elas. Só pegávamos por causa da oportunidade de roubar, mesmo. Aí hoje eu confesso isso com muita vergonha de dizer que eu roubava bichinho de pelúcia da máquina. E se você já me achava muito gay por gostar de Br’oz e Sidney Magal, roubar ursinhos de pelúcia me dá uns 10 pontos a mais no Jogo da Vida versão Drag Queen.

Se o pneu furou, acende o farol!

Rápido Flashback para localizar vocês.

Na quinta feira eu tive um problema pra entrar em casa. O portão “emperrou” e para destrancar eu precisaria colocar o trinco de volta no lugar, para destrancá-lo normalmente, com a chave. Como minha mão não chegava no trinco facilmente, abri o porta malas e retirei a chave de roda para tentar resolver este pequeno problema.

Após não ter conseguido, pedi ao meu vizinho que me deixasse pular o muro para resolver isso por dentro e ele deixou. Coloquei a chave de roda em cima da mureta da janela, peguei a escada, pulei o muro e fui ser feliz dentro de casa, vendo Bar Rescue ou algum outro programa da TLC.

Fim do Flashback!

Sérgio havia me pedido pra eu fazer um grande favor a ele. Ele havia conseguido uma oportunidade muito boa de conseguir uma Smart TV da LG com um amigo do trabalho. Como a entrada áudio e vídeo da televisão estava com problema e o cara não se interessa em usar HDMI (é, vai entender) ele vendeu para o Sérgio por um preço baratíssimo.

Sérgio pediu para eu ir até o Centro da cidade para buscar a televisão com ele e eu fui. O horário marcado era 14:30, horário que o Sérgio DEVERIA sair porque ia fazer uma prova ou coisa assim.

Saí bem cedo de casa para evitar problemas e como não gosto de andar lá pro lado do Centro do Rio sozinho eu chamei um outro amigo, o Rafael. Pegamos o carro e fomos na mais tranquila paz até lá.

Chegamos meia hora antes do combinado. Estacionamos o carro em um local seguro, com guardas e tudo mais (porque praqueles lados qualquer coisa nego leva o carro. Se não é ladrão, é reboque). O Sérgio trabalha no Saara, um local que vende de TUDO no Centro do Rio. Um local mágico, pra quem gosta de bugingangas e tudo mais.

Como estávamos adiantado meia hora, ainda demos uma passeada, olhamos tudo que tínhamos pra olhar, passeamos com calma e com classe, sem nos preocupar muito. Se eu soubesse o que estava por vir eu tinha passeado mais um pouco, e talvez tinha ido ao cinema, e quem sabe, ido jogar futebol e assistir o Campeonato Italiano. Mesmo que ele não tivesse começado, ia dar tempo de começar até o Sérgio sair.

Como havia dito, Sérgio havia marcado 14:30, mas esse era o horário que ele estava começando a pensar em começar em pensar em sair. Mas nem isso funcionou. Rafael e eu ficamos parados no Saara sem ter o que fazer por umas 2 horas ou mais. No fim das contas, se não me engano, saímos de lá umas 17:00. No começo tava tudo bem, porque tinha muita gente andando por lá e tal, mas depois de todas as lojas fecharem e você e o seu amigo serem as únicas pessoas no lugar, fica mais difícil apreciar a estadia. Fora isso, ainda tinha o fato de que eu não havia comido NADA. E como achei que não fosse demorar tanto eu nem me preocupei em lanchar nem nada.

Eu tenho essa mania. Acordo e não tomo café, daí saio na hora do almoço e não como nada. No meio da tarde eu fico com uma fome monstruosa e como qualquer coisa que vejo pela frente. Nesse caso, eu poderia ter comido enfeites de isopor que são vendidos no Saara por R$ 1,99.

Enfim, saímos de lá por volta de umas 17h. Botamos a televisão no banco de trás e viemos felizes para casa. Como a Av. Brasil parecia estar meio engarrafada eu decidi pegar a Linha Vermelha.

Se você mora em São Paulo ou em outro lugar e não conhece essas rodovias eu posso exemplificar: Uma delas é a via mais movimentada do universo. A outra é da Via Láctea.

Em resumo: Ou fica ruim ou fica pior.

Pegamos a Linha Vermelha com certa velocidade, até que alguém do carro do lado resolveu avisar que meu pneu havia furado. Não entendi muito bem e segui mais um pouco, até outra pessoa passar e gritar bem alto “TEU PNEU TÁ FURADO!!!”.

Fui obrigado a encostar. Mas tinha um pequenino problema: Não tinha acostamento onde eu estava.

O único lugar que eu tinha pra ir era a mureta. Jogar o carro na mureta com vontade, morrer e nunca mais me preocupar com isso, ou então arrumar um lugar pra parar e tentar trocar o pneu.

Escolhemos a segunda opção, por questões práticas.

ô...

ô…

Conseguimos parar dentro da agulha que liga a Washington Luís e a Linha Vermelha. Entre tomar cuidado para os carros não passarem EM CIMA da gente e arrumar um jeito de pegar as ferramentas na mala, até que não tivemos problemas.

Mas vocês lembram do Flashback, né? Então. A chave de roda havia ficado na janela do meu vizinho, isso quer dizer que eu tinha macaco, tinha step, tinha amigos pra me ajudar mas não tinha chave de roda. Como você consegue levantar o carro com o macaco sem a chave de roda? E como você consegue trocar o pneu sem chave de roda?

Eu respondo: Não há como!

No meio do desespero e da tentativa de manter o triângulo em pé, lembrei que tenho um irmão que mora “relativamente” perto e tem moto. Foi a única pessoa que pensei que poderia me ajudar.

Graças a Deus ele dirige mais rápido do que eu consigo telefonar e chegou lá antes que eu pudesse ser atropelado por um carro louco qualquer.

Meu irmão foi até lá mais rápido que um cavaleiro de ouro e ainda nos ajudou a trocar o pneu. Não que a gente não soubesse ou que estivéssemos aprendendo naquele momento, mas é porque a gente achou que seria muito desaforo só pedir pra ele levar a chave de roda. Pra ele não ficar triste por não ter ajudado mais deixamos que ele trocasse o pneu também. Irmão é pra essas coisas, né?