Roubando pelúcias Like a Boss

Existem coisas na vida que nós não devemos contar a qualquer um. Seu filho não precisa ouvir aquelas histórias da época de que você colava na escola. Sua filha não precisa saber daquelas histórias de que você namorava com 3 garotos diferentes da escola (como se namora 3 garotos iguais?). Sabe essas histórias que ninguém deveria saber? Essa é uma delas.

Já contei diversas vezes que minha mãe tinha um “bar” onde nós praticamente morávamos. No passado remoto nós realmente moramos dentro de uma loja. Era um fliper, mas tinha ares de bar. Esse outro bar era mais uma lanchonete do que um bar. Tínhamos lanches, refrigerantes e máquinas de fliper.

Quem tem uma loja com este foco sabe que toda semana um vendedor diferente vem até você oferecer coisas incríveis para você colocar na sua loja. Máquinas Caça Níquel, Bingos Eletrônicos, máquinas de fliper, cocaína…essas coisas.

Certa vez um vendedor foi até nossa loja e nos convenceu a colocar uma máquina caça níquel (daquelas manipuladas que só dão prêmio depois de um número X de pessoas jogarem) e uma máquina de pegar bichinhos de pelúcia. Sabe aquelas máquinas com “oooo garra”? Então, um modelo desse.

Buzz Lightyear teria sido roubado na primeira noite e Toy Story seria um filme beeeem diferente

Buzz Lightyear teria sido roubado na primeira noite e Toy Story seria um filme beeeem diferente

Depois de algumas semanas com as máquinas lá, um dos meus irmãos resolveu ficar comigo até tarde na loja. Quando fechamos as portas, ele me fez uma proposta interessante. Criarmos um plano para roubar dinheiro da máquina caça níquel. Eu era inocente e não sabia o que estava fazendo. Já ele, era um monstro que estava me corrompendo e me fazendo desejar coisas alheias.

Ele conseguiu um molho de chaves parecidas com as que abriam o cadeado da máquina de caça níquel e conseguiu abrir o tal cadeado. Depois de aberto, pegamos uma boa quantidade de moedas (se me lembro bem, era uns R$ 40,00 para cada). Para não ficar evidente que roubamos algo, ele deixou um fio quase quebrado, porque quando o técnico fosse abrir a máquina pra verificar, o fio já estaria quebrado e ele acharia que foi um problema técnico.

Não satisfeito, percebemos que a máquina de bichinhos de pelúcia possuía um pedaço BEM pequeno quebrado, no canto superior da máquina. Sem pestanejar, arrumamos um arame um pouco mais grosso, desligamos a máquina para evitar morrermos eletrocutados e começamos a jogar os bichinhos para dentro do compartimento para pegar os bichinhos. Como éramos espertos, pegávamos um por dia. Dávamos um intervalo para que algumas pessoas pudessem jogar e não conseguir pegar os tais bichinhos. Quando fechávamos as portas, o arame voltava para dentro da máquina e mais alguns bichinhos eram tirados.

Não sei se por erro de cálculo ou pela ganância comum a todo tipo de pessoa que vive no mundo do crime, começamos a pegar mais bichinhos do que fichas vendidas. Num dia que vendíamos 3 fichas, sumiam uns 15 bichinhos de pelúcia. As pessoas começaram a desconfiar.

No dia que o técnico veio ele ficou MUITO assustado com os cálculos. Aparentemente, a cada 5 fichas vendidas, 200 pelúcias eram tiradas da máquina. Um cálculo meio exagerado, mas exemplifica muito bem o espanto do cara quando disse que por motivo de força maior teria que retirar a máquina de lá. Não deu muitas explicações e sumiu com nosso fornecedor grátis de pelúcia.

Ficamos com dezenas de pelúcia pela casa, sem saber o que fazer com elas. Só pegávamos por causa da oportunidade de roubar, mesmo. Aí hoje eu confesso isso com muita vergonha de dizer que eu roubava bichinho de pelúcia da máquina. E se você já me achava muito gay por gostar de Br’oz e Sidney Magal, roubar ursinhos de pelúcia me dá uns 10 pontos a mais no Jogo da Vida versão Drag Queen.

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3 comentários

  1. rindo DEMAIS desse post! primeiro: pq eu sempre quis roubar essas pelúcias! segundo: pq vc curte Br’oz! REALLY? Twister era BEM melhor!!!!! terceiro: jogo da vida versão drag queen foi fenomenal! mas olha, irmão mais velho sempre corrompe a nossa inocência. minha irmã já causou poucas e boas, inclusive já lançou perfume na minha cara (Rita Lee curtiu isso) e eu quase fiquei cega 😦 ótimo post!!!

    1. Sim, eu realmente gosto de Br’oz. Adoro todo tipo de música latina, mesmo quando nego isso. Daí Br’oz tinha toda uma parada cigana (?) nas músicas e eu curtia. Nunca curti Twister. Só lembro de uma música e da história do vocalista ter entrado pra clínica de recuperação de viciados.

      Ficar cega com perfume deve ser bacana. Fica cega e já aguça o olfato de uma vez hahaha…que bom que curtiu, Lominha 🙂

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