Reflexões

5 lições de vida que aprendi com o videogame

Enquanto os pais e avós tentam incriminar o videogame e fazer com que pareçam monstros na educação da criançada, eu resolvi mostrar o que os videogames fizeram de melhor na minha vida, com lições reais de vida que uso e ensino para todos que posso.

Lição #1 – O tempo é curto. Se o frango piscar é porque vai sumir.

Ou, não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje.

A gente tem o costume de adiar as coisas e ficar esperando resolver todos os problemas para resolver aquele único que talvez vá mudar nossas vidas. Encare-o. Largue todos os capangas armados te rodeando e vá em busca do “sangue”. Se ele começar a piscar, é porque vai sumir. E depois que sumir, enfrentar os problemas da vida fraco não vai ser uma tarefa fácil.

Por isso, se a solução do seu problema já estiver piscando, corre logo e pegue-a. Não deixe-a sumir para ir chorar depois.

Lição #2 – Corra em direção ao seu objetivo, mas pule os espinhos que vêm pela frente.

Lembro muito bem de ter ficado esperando minha mãe e meu pai trazerem o nosso Mega Drive. Quando chegou, colocamos Sonic e não tiramos o jogo durante uns 6 meses. Já devem imaginar o quanto de coisas aprendi aquele animalzinho azul pixelado correndo por entre os campos e salvando seus companheiros das garras do malvado Robotnik.

A mais importante delas, sem dúvida nenhuma, é correr em direção ao seu objetivo, com a velocidade máxima que você puder, mas sempre tomando cuidado com os obstáculos.

Muitas vezes nossa visão fica turva, por causa da velocidade, e nosso objetivo se torna o único alvo que queremos alcançar. Não adianta corrermos a 1.000 KM/h em direção ao fracasso, certo? O mais apropriado é correr rápido, mas observar sempre os obstáculos em seu caminho. Pulando, rolando, se esquivando daqueles que podem te causar algum dano e te tirar todas as suas argolas.

Corra para as montanhas, Sonic

Corra para as montanhas, Sonic

Lição #3 – Jogar em equipe é sempre muito mais fácil

Muitos videogames ensinaram essa lição. Sunsetriders e BattleToads foram os que mais nos fizeram refletir nessa lição. Acho que Metal Slug também teve grande participação nisso. Quer dizer, o jogo não importa tanto, o que mais importa é a lição deixada. Passar de fase sozinho era muito difícil. Dependendo do jogo, era impossível.

A única forma de passar por tais obstáculos era pedindo que algum amigo lhe ajudasse e lhe desse a mão, defendendo você enquanto você batalhava duramente com os inimigos que haviam sequestrado sua filha, esposa, princesa ou simplesmente para chegar ao endereço onde você precisava entregar uma pizza (e se você não conhece Yo Noid, pare tudo e vá conhecer).

Na nova geração, Army of Two foi um dos poucos jogos que me fez viver aquela sensação novamente. Munidos de armamento pesado, máscaras estilosas e inimigos brutamontes fazem de Army of Two o jogo perfeito para se jogar com um amigo do lado, gritando e vibrando junto com suas conquistas.

E para quem pensa em citar algum MMO, eu não sou o cara mais contrário a tecnologia e todos que lêem meu blog sabem bem disso, mas jogar com amigos online não é a mesma experiência de jogar com os amigos estando ambos presentes no mesmo espaço. Poder dar um “High Five” (CNA pagou este #ad) a cada fase passada não tem preço. Diferente de mandar um emotion no Whatsapp comemorando que você conseguiu colher lenha para fazer uma fogueira…fuééééééééén.

Lição #4 – Às vezes o primeiro castelo não é onde você encontrará a princesa.

Essa eu aprendi e continuo aprendendo.

Depois de lutar contra todas as criaturas, passar por todos os obstáculos, todas aquelas tartarugas para se pular em cima e milhares de outros desafios quase desnecessários, você finalmente encontra a Princesa. Só que não. Ela está em outro castelo. Isso soa familiar?

A vida sempre nos prega esse tipo de peça. Sempre nos faz acreditar que o que estamos almejando está logo ali, depois de passar por aquela dificuldade e pular por aquela tartaruga. Mas a vida também sabe ser ardilosa e sabe muito bem dar o troco de tudo que fazemos (afinal, pular em tartarugas não é lá uma ação muito bonita).

O castelo é o ápice de todos nossos problemas. De todo deserto que um casal passa. Se você não passou, dê-se por contente, porque viver um grande amor sem passar por uma grande dificuldade antes é quase impossível. Às vezes você passa por estes problemas antes do tal grande amor, e depois de vagar por dezenas de castelos, brincar com dúzias de possíveis princesas (não no sentido machista e babaca, mas no sentido figurado), você acaba encontrando a que, enfim, irá ficar com você para sempre. Porque a jornada pode ser dura, mas abraçar a princesa que você tanto ama é ainda mais recompensador.

Ffffffuuuuuuu

Ffffffuuuuuuu

Lição #5 – Não importa quão difícil. Macete (cheat) só dá falsa impressão de sucesso.

Uma vez meu pai me viu fazendo um macete para passar de fase ou conseguir algum item raro em algum jogo. Se fosse outro, deixaria passar despercebido e nunca se preocuparia com o que eu estava fazendo, mas meu pai não é qualquer outro, meu pai é meu pai e viu ali uma oportunidade ótima para ensinar seu filho o que é certo e o que é errado e como encarar os problemas da vida. Sem cheat.

Meu pai me olhou de forma negativa e disse que “assim não tinha graça”, que eu tinha que me esforçar e passar de fase com meu próprio esforço. Cara, pode ter sido uma besteira sem tamanho, mas até hoje eu não consigo fazer macete em jogos, nem para zoar. Eu simplesmente não consigo. Acho errado, não gosto. Prefiro me esfolar todo até conseguir passar do que usar artimanhas “erradas” para passar. Tudo isso graças ao meu pai.

O cheat pode te dar um benefício momentâneo, mas conseguir sobrepujar obstáculos com esforço próprio tem uma sensação inigualável.

E você? Já conseguiu tirar alguma lição de vida com jogos de videogame? Conte para nós nos comentários.

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A direção certa, para o caminho errado.

Não é bom mover-se constantemente a 1.000 km/h em direção ao fracasso. – Bel Pesce no livro A Menina do Vale

Faça um balanço da sua vida. Sim, agora. Pare tudo que está fazendo e fique um minutinho pensando nos rumos que sua vida está tomando. Nas suas decisões, nas coisas que fez ontem e nas que pretende fazer hoje. É isso que quer estar fazendo daqui a 10 anos?

Ontem você errou? Conserte os problemas hoje. Ontem você magoou alguém? Peça desculpas. Seja humilde, vá até a pessoa e explique o motivo de ter errado. Se não tiver tido um motivo, seja ainda mais humilde e admita isso. Mas não deixe uma amizade, uma vida, uma história acabar por causa de erros cometidos, de vacilos dados e de histórias inacabadas.

Por que da pergunta? Só estava aqui pensando. Li o texto da Menina Lyra e fiquei pensando nas coisas que eu queria fazer e que fiz. Daí me veio esse texto e eu fui aumentando, desenvolvendo e quando vi, já era maior do que a semente plantada pelo texto dela, que se bobear, nem tinha muita coisa a ver com esse pensamento.

Às vezes estamos indo rápidos demais, com pressa demais, mas nos esquecemos de observar a direção. Nos afastamos de pessoas que no futuro serão indispensáveis para nós. Pare tudo e recomece. É a melhor forma de você conseguir observar onde está errando.

Não tenha medo de se arrepender. Seja mais Mara Maravilha e menos Valesca Popozuda.

Uma vez, quando questionada se ela (Mara) se arrependia das coisas que fez no passado ela foi categórica em dizer que SIM, que quem não se arrepende não aprende nada com a vida. E daquelas pessoas que são auto suficientes, que são cheias de si, que sabem o que querem e que nunca se arrependem, que estão sempre certas nós estamos cheios, né? Depois dessa entrevista eu comecei a simpatizar muito mais com a Mara, mesmo ela sendo a pessoa que apresentava um programa horroroso em uma rede de TV extinta. Mas naquela época, que programa de TV não era horroroso, né?

Lion Man. O único programa que prestava naquela época.

Meu próximo post será "Lições de vida que aprendi com Lion Man"

Meu próximo post será “Lições de vida que aprendi com Lion Man

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Seja mais você em 2014

Essa virada de ano foi crucial pra mim. Passei boas horas do meu novo ano pensando no que fazer para continuar sendo feliz. Não cheguei a nenhuma conclusão, mas tive muitas boas idéias para começar o que chamo de estrada para o sucesso.

Deveria errar de novo? Deveria continuar correndo atrás dos meus sonhos? Deveria desistir de tudo e começar a focar em coisas mais reais? Deveria deixar todo mundo se meter na minha vida e ouvir mais as pessoas que estão ao meu redor? E quando as pessoas que estão ao meu redor não parecem saber o que estão falando? E quando elas falam uma coisa mas vivem outra?

O que aprendi, no fim das contas, é que cada um sabe onde seu calo aperta. Cada um sabe de suas dificuldades e de suas limitações. Só você é capaz de saber até onde consegue ir. Até onde consegue aguentar. Se não for você o ditador das regras da sua própria vida, você acaba deixando que os outros vivam sua vida por você. Se já é errado viver a vida dos outros, imagine abrir mão da sua própria vida para que vivam por você?

O tempo de que vocês dispõem é limitado, e por isso não deveriam desperdiçá-lo vivendo a vida de outra pessoa.

Steve Jobs

Essa frase do Steve Jobs tem ecoado na minha cabeça durante todo esse começo do ano. Eu estaria deixando a minha vida de lado para viver a vida de outra pessoa? Eu estou abrindo mão daquilo que Deus me deu de mais precioso em troca de uma felicidade pasteurizada, só para ter alguns pequenos momentos de felicidade? Embora, no fundo no fundo, eu soubesse que aquilo era um teatro completo.

Virei o ano com estes pensamentos. Longe dos meus amigos, por problemas geográficos, acabei ficando meio isolado e pensando no que eu deveria realmente pensar: no meu futuro.

Chega de ficar chorando o leite derramado e ficar esperando pra saber o que os outros vão falar de suas decisões. Chega de ficar perguntando a opinião das pessoas sobre isso ou aquilo. O que tiver que ser feito e julgado, vai ser feito e julgado, independente dos conselhos que te derem.

Aos meus amigos: Não me entendam mal. Eu não quero me afastar de nenhum de vocês, só quero, e preciso, viver a minha própria vida. Vocês são parte fundamental na minha história e sempre vão ser, mas já está mais do que na hora de eu mesmo tomar as rédeas da minha vida, né? Não que antes tenha sido diferente. Nenhum amigo nunca me prejudicou por me dar opiniões, mas eu mesmo me prejudicava, por dar mais atenção para as opiniões do que para minha própria vontade.

Uma das coisas que aprendi no emprego que estou é que você tem que correr atrás. Ninguém correrá atrás por você. Vá atrás. Ligue para o cliente, seja chato, mostre o porque você deve ser atendido e faça-o acreditar que seu produto é o melhor. Isso não vale só para o trabalho. Isso vale para toda a vida.

Como já disse em um outro texto, uma amiga uma vez me disse: No futuro vamos dar um ano de vida para revivermos um dia de nossas vidas atuais.

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Como eu não quero ser conhecido

Sabe aquelas reflexões que você faz quando se vai dormir? Que é a melhor hora pra parar e pensar na vida como um todo  e, normalmente, é onde você percebe seus maiores erros.

Eu não quero ser conhecido por ter ficado em uma casa 2 meses e não ter tido coragem pra organizar nada. Não só por preguiça de arrumar a casa, mas com preguiça de recomeçar a viver.

Não quero ser reconhecido como o cara que tentou de tudo e no final só vai ter histórias para contar que começam com “quando eu era mais novo…”.

Tinha um cara no meu antigo trabalho que adorava contar para nós como era a época em que a profissão dele (montador de fotolito, neste momento extremamente obsoleta) era a TOP dentro de uma gráfica. Várias histórias de riquezas.

Quero ser um cara vivo. Quero ouvir Epitáfio, dos Titãs, e dizer: “que música de gente deprimida”. Quero receber um buquê de flores em mãos e não em cima do meu caixão.

Pronto. Mais uma vez decidi mudar. Vou arrumar a casa, reorganizar o escritório e voltar a escrever com mais freqüência as coisas que acontecem comigo. Se vocês sobreviveram aos textos do “término”, com certeza ficarão felizes com os textos que virão.

Vou contar a história do irmão chato que foi morar com seu companheiro, ou daquele outro irmão que não te convida pros aniversários dos filhos mas que você ama de paixão. Tem também daquela irmã que foi mais do que uma mãe para você, ou daquele outro irmão que te convidou para batizar o filho dele dentro de uma igreja católica mesmo você sendo ateu.

Como podem ver, pode até faltar histórias, mas irmãos…