Se o pneu furou, acende o farol!

Rápido Flashback para localizar vocês.

Na quinta feira eu tive um problema pra entrar em casa. O portão “emperrou” e para destrancar eu precisaria colocar o trinco de volta no lugar, para destrancá-lo normalmente, com a chave. Como minha mão não chegava no trinco facilmente, abri o porta malas e retirei a chave de roda para tentar resolver este pequeno problema.

Após não ter conseguido, pedi ao meu vizinho que me deixasse pular o muro para resolver isso por dentro e ele deixou. Coloquei a chave de roda em cima da mureta da janela, peguei a escada, pulei o muro e fui ser feliz dentro de casa, vendo Bar Rescue ou algum outro programa da TLC.

Fim do Flashback!

Sérgio havia me pedido pra eu fazer um grande favor a ele. Ele havia conseguido uma oportunidade muito boa de conseguir uma Smart TV da LG com um amigo do trabalho. Como a entrada áudio e vídeo da televisão estava com problema e o cara não se interessa em usar HDMI (é, vai entender) ele vendeu para o Sérgio por um preço baratíssimo.

Sérgio pediu para eu ir até o Centro da cidade para buscar a televisão com ele e eu fui. O horário marcado era 14:30, horário que o Sérgio DEVERIA sair porque ia fazer uma prova ou coisa assim.

Saí bem cedo de casa para evitar problemas e como não gosto de andar lá pro lado do Centro do Rio sozinho eu chamei um outro amigo, o Rafael. Pegamos o carro e fomos na mais tranquila paz até lá.

Chegamos meia hora antes do combinado. Estacionamos o carro em um local seguro, com guardas e tudo mais (porque praqueles lados qualquer coisa nego leva o carro. Se não é ladrão, é reboque). O Sérgio trabalha no Saara, um local que vende de TUDO no Centro do Rio. Um local mágico, pra quem gosta de bugingangas e tudo mais.

Como estávamos adiantado meia hora, ainda demos uma passeada, olhamos tudo que tínhamos pra olhar, passeamos com calma e com classe, sem nos preocupar muito. Se eu soubesse o que estava por vir eu tinha passeado mais um pouco, e talvez tinha ido ao cinema, e quem sabe, ido jogar futebol e assistir o Campeonato Italiano. Mesmo que ele não tivesse começado, ia dar tempo de começar até o Sérgio sair.

Como havia dito, Sérgio havia marcado 14:30, mas esse era o horário que ele estava começando a pensar em começar em pensar em sair. Mas nem isso funcionou. Rafael e eu ficamos parados no Saara sem ter o que fazer por umas 2 horas ou mais. No fim das contas, se não me engano, saímos de lá umas 17:00. No começo tava tudo bem, porque tinha muita gente andando por lá e tal, mas depois de todas as lojas fecharem e você e o seu amigo serem as únicas pessoas no lugar, fica mais difícil apreciar a estadia. Fora isso, ainda tinha o fato de que eu não havia comido NADA. E como achei que não fosse demorar tanto eu nem me preocupei em lanchar nem nada.

Eu tenho essa mania. Acordo e não tomo café, daí saio na hora do almoço e não como nada. No meio da tarde eu fico com uma fome monstruosa e como qualquer coisa que vejo pela frente. Nesse caso, eu poderia ter comido enfeites de isopor que são vendidos no Saara por R$ 1,99.

Enfim, saímos de lá por volta de umas 17h. Botamos a televisão no banco de trás e viemos felizes para casa. Como a Av. Brasil parecia estar meio engarrafada eu decidi pegar a Linha Vermelha.

Se você mora em São Paulo ou em outro lugar e não conhece essas rodovias eu posso exemplificar: Uma delas é a via mais movimentada do universo. A outra é da Via Láctea.

Em resumo: Ou fica ruim ou fica pior.

Pegamos a Linha Vermelha com certa velocidade, até que alguém do carro do lado resolveu avisar que meu pneu havia furado. Não entendi muito bem e segui mais um pouco, até outra pessoa passar e gritar bem alto “TEU PNEU TÁ FURADO!!!”.

Fui obrigado a encostar. Mas tinha um pequenino problema: Não tinha acostamento onde eu estava.

O único lugar que eu tinha pra ir era a mureta. Jogar o carro na mureta com vontade, morrer e nunca mais me preocupar com isso, ou então arrumar um lugar pra parar e tentar trocar o pneu.

Escolhemos a segunda opção, por questões práticas.

ô...

ô…

Conseguimos parar dentro da agulha que liga a Washington Luís e a Linha Vermelha. Entre tomar cuidado para os carros não passarem EM CIMA da gente e arrumar um jeito de pegar as ferramentas na mala, até que não tivemos problemas.

Mas vocês lembram do Flashback, né? Então. A chave de roda havia ficado na janela do meu vizinho, isso quer dizer que eu tinha macaco, tinha step, tinha amigos pra me ajudar mas não tinha chave de roda. Como você consegue levantar o carro com o macaco sem a chave de roda? E como você consegue trocar o pneu sem chave de roda?

Eu respondo: Não há como!

No meio do desespero e da tentativa de manter o triângulo em pé, lembrei que tenho um irmão que mora “relativamente” perto e tem moto. Foi a única pessoa que pensei que poderia me ajudar.

Graças a Deus ele dirige mais rápido do que eu consigo telefonar e chegou lá antes que eu pudesse ser atropelado por um carro louco qualquer.

Meu irmão foi até lá mais rápido que um cavaleiro de ouro e ainda nos ajudou a trocar o pneu. Não que a gente não soubesse ou que estivéssemos aprendendo naquele momento, mas é porque a gente achou que seria muito desaforo só pedir pra ele levar a chave de roda. Pra ele não ficar triste por não ter ajudado mais deixamos que ele trocasse o pneu também. Irmão é pra essas coisas, né?

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