Bonde das Maravilhas!

Você me conhece? Vou tentar resumir um pouco pra facilitar sua vida: Gosto de punk rock/hardcore, ouço música de todo tipo (embora tenha certas preferências duvidosas), gosto MUITO de filmes, tenho voltado a me apaixonar por livros, adoro séries, odeio The Walking Dead, adoro amigos e bate papo entre os mesmos,  já tive um podcast de rock (que vai voltar), já tive um site de informações “gamers”, tenho uma “estamparia” e quero ficar rico.

Olhando assim, rapidamente, acho que não esqueci de nada. Ah, acho que faltou falar pela minha fixação pelos filmes do Tarantino e pelo Brad Pitt. Fora isso, tá tudo ali.

Então, olhando assim dá pra dizer que sou uma pessoa bacana, né? Mas sabe aquelas comunidades que o Orkut tinha que dizia “Sou legal, mas curto X”? Então, esses dias eu devia ter entrado em uma delas. Se eu pudesse voltar 15 anos no tempo, lógico.

Dia desses eu chamei um amigo que estava fazendo 18 anos para ir para a Lapa, aqui no Rio de Janeiro. Ele nunca tinha ido, estava querendo arrumar um lugar para ir no aniversário e o convite caiu como uma luva. O irmão dele se prontificou a ir também e chamei uma “meia irmã” minha. É uma menina que está morando na casa da minha mãe e como ela não tem muitos conhecidos eu achei que seria legal chamar ela pra sair, pra se enturmar um pouco.

Nos arrumamos e partimos para a Lapa. Não tínhamos nada planejado para fazer lá, só queríamos ir. Ficaríamos lá batendo papo, bebendo (eles, porque eu não bebo) e veríamos no que daria.

A noite começou bem quando uma garota totalmente alheia à tudo chegou até a gente perguntando se tínhamos visto três “Bailarinas” passando por ali. O pessoal ainda não tinha começado a beber, mas dava pra perceber que bailarina era uma coisa não muito comum de se ver ali na Lapa.

Papo pai, papo vem, ela decidiu ficar conosco. Bacana, né? Seria, se mais tarde ela não tivesse se revelado fã do “queridíssimo” Chico Picadinho. Para quem não sabe, Chico Picadinho foi um “serial killer” brasileiro que andou assolando as cidades porque picava suas vítimas. Bacana, né?

Por sorte só ficamos sabendo dessa curiosidade na hora de ir embora, se tivesse sido no começo acho que não teríamos deixado ela ficar conosco.

Continuamos conversando por ali até que uma senhora veio até nós. Uniformizada, gente boa, brincalhona. Uma senhora legal. Veio até nós fazer um convite. Segundo ela, uma oportunidade única.

BONDE DAS MARAVILHAS ia tocar em uma “boate” bem em frente onde nós estávamos. Realmente era uma oportunidade única. Pra você perder e nunca mais tentar recuperar.

E essa teria sido a posição do antigo Vanguedes.

De um tempo pra cá esse Vanguedes começou a decair. Começou a ouvir música de qualidade extremamente duvidosa, começou a gostar de música eletrônica (até então uma coisa impossível), começou a apreciar a simples sensação de se divertir, sem precisar criar rótulos ou definir se aquilo é certo ou errado. Se fosse no passado, aquele convite teria passado direto por nós. Mas não estamos no passado, estamos?

Assim que ela deixou o convite e partiu nós começamos a confabular. Bom, o que perderíamos, a não ser nossa dignidade? Não tínhamos nada planejado para nós naquele momento, ninguém conseguiu enxergar um claro motivo para não irmos assistir às tais “Maravilhas”.

É isso aí, vimos elas ao vivo. Se corta, invejosa!

É isso aí, vimos elas ao vivo. Se corta, invejosa!

Pois bem, entramos. Logo de cara já tivemos a sensação de estarmos entrando em uma boate da Turquia, direto da novela das 21:00. Cortinas vermelhas, mulheres às pencas e pouquíssimas pessoas “pagantes”, por assim dizer. Parecia que nós éramos os primeiros “estranhos” a estarem entrando ali. E isso não parecia soar nada bem.

A noite correu solta. Dançamos (outra coisa antes impossível para o antigo Vanguedes – ainda um pouco para este novo), eles beberam, fizemos amizades, aprendemos novas maneiras de virar cambalhota e dançar enquanto pessoas ao nosso redor fazem “bunda de iôiô” e tivemos a sensação do que é estar em uma boate Turca.

Na volta pra casa tivemos aquela incrível descoberta de que nossa companheira da noite era fã de serial killers brasileiros e andava com livros sobre os mesmos na bolsa. Ainda nos vimos na obrigação de dar carona pra ela, questão de segurança pra nós, sabe como é, e depois voltarmos pra casa.

Se tem uma coisa que eu ainda não consegui aprender é dirigir enquanto todos os outros do carro estão dormindo. É incrivelmente chato. Se você é um “carona”, não deixe o motorista sozinho, vai que ele resolve brincar com você e colocar System of a Down no último volume para evitar que vocês durmam. #fikdik

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7 comentários

  1. O mais legal de fazer “amizade” assim, é que a pessoa começa a contar as coisas mais tensas um pouco depois. Tipo, gostar de serial killer já é meio tenso. Carregar o livro na bolsa é assustador. Parabéns pelo blog, gostei bastante.

  2. bonde das maravilhas amo vcss demais s2 aqui no meio da serra tem bondedsa arquelinas q imitam vcss vai la face e bota rainhas shheki amoo vcs mt rsrssrsrsr demais s2s2s2s2s2s22s!!! bjsss na bunda ate mais ldss

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