Você tem amigos?

Uma pergunta que eu sempre me faço quando conheço alguém é “Essa pessoa tem potencial para ser meu amigo?”. Não é mérito nenhum ser meu amigo. Não sou o cara mais simpático do universo (e alguns já puderam comprovar isso, né Renée?). Acontece que quando você encontra pessoas pela sua vida, essas pessoas têm um grande potencial para se tornarem suas amigas. Ou serão apenas contatos.

Os contatos são importantes. São legais, são pessoas que você faz o possível para ajudar, inclusive. Mas por mais que você queira, por mais que você se esforce, você vê uma grande diferença entre seus amigos.

Eu tenho muitas pessoas que chamo de amigos. Muitas, mesmo. Pessoas distantes, pessoas próximas, bancários que adoram fazer greve, programadores que me ajudam quando preciso, pessoas das quais sou fã, pessoas com as quais não tenho mais contato, pessoas que namoram com meus amigos, pessoas que reclamam e pessoas que nunca mais me ligaram. Todas essas são importantíssimas para mim. Eu chamo de amigo sem medo de me arrepender, embora isso aconteça, uma vez ou outra. Embora eles nem sempre sejam, de fato, amigos. No sentido literal da palavra.

É claro que vou esquecer uns e outros, mas todos sabem o quanto são importantes pra mim.

O poeta Lírio Mário da Costa dizia que um homem sem amigos é um homem infeliz e eu concordo plenamente com ele. Quem não tem amigo não sabe o que está perdendo da vida.

E não importa o tipo de amigo. Não importa se é aquele amigo que só quer beber, ou o amigo que só quer se aproveitar do teu videogame legal. Se você considerá-lo amigo, o resto pouco importará.

Vendo essa pequena lista de “amigos” que fiz acima, percebi que grande parte deles foram feitos na internet. Isso levanta mais uma vez a discussão de que a internet é “fria”, mas não vou abordar isso por aqui agora. Meu objetivo com este texto é outro.

Agora você se pergunta qual meu objetivo. E eu, com todo o meu conhecimento de narrativa que te obriga a fazer perguntar para que eu possa continuar escrevendo, lhe digo: Agradecer aos meus amigos.

Não esses que citei acima. Mas os amigos que já me viram chorar, os amigos que já me abraçaram, os amigos que já me ofereceram um lugar pra ficar, os amigos que já me chamaram para sair porque sabiam que eu estava triste. Estes eu nunca vou conseguir, e nem quero, substituir. Aos 4 (Alinne, Sérgio,  Rafael e Viviane).

Rafael eu conheci na época da escola. Presenciei muita merda na vida dele. MUITA mesmo. O cara passou por milhares de coisas e eu fiz questão de estar ali do lado dele. E hoje eu tenho certeza que fiz a escolha certa. Muitas vezes já sofri e ele fez o impossível para me ajudar.

Viviane era uma menina que tinha uns 1,25 na época da escola. Ela nunca estudou comigo e parecia nem gostar muito de mim. Mas, felizmente, eu tinha um amigo Paraíba que era apaixonado por ela e enchia o meu saco falando dela o tempo todo. Acabou que quando ela se casou com o Rafael, o supra citado, nós também nos tornamos amigos. E ela está aí, até hoje me dando uma força quando eu preciso. E só de fazer meu amigo feliz ela já entra pro hall das melhores amigas.

Rafael e Viviane

Sérgio foi diferente. Na época que eu o conheci eu era meio filho da puta. Infelizmente zoei muito ele, em algumas ocasiões. Foi uma época em que eu não sabia se eu queria ser escroto ou engraçado. Acabava sendo só escroto. E reconheço isso.

Por sorte o RPG nos unia. Mesmo quando não andávamos juntos sempre, o RPG era uma coisa comum em nossos domingos, houvesse o que houvesse (isso existe?) a gente tava lá jogando RPG juntos. Isso foi bom, porque fez eu reconhecer as merdas que fiz e pedir desculpas. Sérgio esteve comigo nos momentos difíceis. Sérgio ouviu minhas reclamações sobre tudo na vida e sempre esteve do meu lado. Todas as derrotas que tive, todos os tombos que levei, Sérgio estava lá para me ajudar.

Agora vem a Alinne. A mais nova da nossa “tchurminha”. Acho que mais nova em idade também, embora não fosse isso que eu queria dizer no começo deste parágrafo.

Alinne começou a namorar com o Sérgio. A primeira vez que ouvi falar da Alinne foi com o Sérgio falando de uma garota “incrivelmente linda” que havia perguntando se ele gostava de Matanza (Alinne tinha mania de roubar as coisas nos antigos trabalhos de ambos, aí parece que ela furtou o iPod do Sérgio e descobriu que ele gostava de Matanza. Ela passou 17 anos presa e agora está livre para ser nossa amiga).

Sérgio e Alinne começaram a namorar e há pouco tempo atrás casaram. E se não citei este fato no parágrafo sobre o Sérgio foi porque fiz questão de fazê-lo enquanto falava com a Alinne, porque, por incrível que pareça, acho que ela foi a que mais foi afetada nisso: Eu faltei ao casamento dos dois.

Vacilo meu, eu sei. Mas foi uma fase ruim e no dia do casamento minha esposa (que agora é ex) estava com infecção de alguma coisa e não conseguia respirar. Não era uma simples dor, não era só um incômodo, era vê-la gemendo de dor cada vez que tentava colocar ar pra dentro dos pulmões. Eu pensei rapidamente e acabei decidindo ficar com ela em casa. Não me arrependo dessa decisão, mas me arrependo de não ter ido no casamento deles.

Por conta disso, peço desculpas publicamente à Alinne. Como ela é quem manda na relação, é a ela que eu tenho que pedir desculpas.

Alinne e Sérgio

Hoje quando penso em ter mais amigos, de aumentar meu círculo de amizade, vejo como as pessoas estão chatas, estão cheias de “mimimi” e cheias de Eventos no Facebook (sei lá, eu ainda acho que a melhor maneira de fazer algo é fazer, não ficar marcando e combinando por dias até chegar na data marcada e alguém desanimar e não ter o tal evento), cheias de coisas que eu não quero mais na minha vida, sabe? Eu quero é felicidade. Eu quero é me juntar a alguns amigos e ver um filme. Não quero ficar andando no shopping zoando os outros. Isso eu não queria nem quando tinha 14 anos, imagina agora que estou com…28?

Eu nunca ri tanto na minha vida como quando ri com meus amigos. Seja na época do RPG (aí entra mais uma galera que outro dia eu falo, porque hoje eu não quero), seja na época da escola, eu tenho certeza que TODA a felicidade que se encontra hoje em mim, vem dos meus amigos.

E esse texto é gay, mas eu não quero saber sua opinião. Obrigado.

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10 comentários

  1. Pois é, realmente eu fiquei muito chateada, acho que mais do que o Sérgio. Mas o tempo passou e não volta mais. Esquecer eu não vou mesmo, sempre que lembrar vou ficar triste mas aceito os seus motivos e agora é bola pra frente. To aqui para o que você precisar!

    Hei, mas que história é essa que eu roubava as coisas dos outros? Hauahauha

  2. Eu não tem nem palavras p te agradecer pela tua amizade .E verdade o que Vc falou que ñ ia muito com a minha cara me achava muito patricinha e com tempo Vc v iu que ñ era nada disso e com tempo nossa amizade foi crescendo pelo teu grau de amizade com meu esposo e te agradeço ate hoje pelo o que Vc fez com Rafael felicidade!

  3. 1 – Bancário que adora fazer greve…..vsfd hahaha

    2 – Como assim a Alinne furta coisas? (também faltei ao casamento, somos dois pregos)

    3 – Sim, estou com insônia da causada pela ansiedade do MEU casamento e acordado lendo seu post as 5 da manhã.

    Realmente concordo com seu texto de cabo a rabo, engraçado como a internet tem papel nas novas (e mais duradouras) amizades.

    Mas o post ficou gay mesmo, também tenho que concordar, ou meio emo, você escolhe.

  4. Gostei do post, da forma que você pontuou o assunto 🙂
    Eu acho super complicado ter mais amigos do que tenho, porque mal tenho tempo de ver os que gosto, sabe. E as pessoas pra serem minhas amigas tem que ter paciência justamente como o fato de que eu nem sempre tenho saco pra oba oba. Então, já sabe que tenho poucos.
    beijo!

    1. Exatamente o meu caso. Eu não tenho esse saco todo pra essa diversão exagerada. Não gosto que cheguem na minha casa fazendo festa e me acordando, entende? Por conta disso só tenho esses 4 amigos citados.

      Que bom que gostou do post.

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