Chuta o @Vanguedes pra cá – UPDATE

Olá, queridíssimo leitor.

Comecei este texto sem mesmo saber o que escrever. Sem nem ter um título para ele e enquanto ia o escrevendo, fui moldado de acordo com o que queria falar. Tenho muitos assuntos a abordar e muitas coisas a compartilhar, mas no fim das contas vou acabar não falando de um terço e não compartilhando nem a metade.

Estes dias minha mãe comentou comigo que havia ajudado uma menina que trabalha lá perto dela. E tinha me dito que ela ficou muito feliz pelo fato de ter comentado com a minha mãe que iria a um brechó comprar uma cama para receber o filho dela em casa. O filho foi tomado pela mãe dela, quando ele nasceu e agora ela conseguiu que a justiça transferisse a guarda para ela. Para isso a casa dela tem que estar preparada para a chegada do guri. Ele tem 7 anos, embora isso seja irrelevante.

Minha mãe deu a cama que outrora foi minha para a garota. Pra vocês podem não significar muita coisa, mas para minha mãe abrir mão de alguma coisa, mesmo que não esteja mais usando, é como se Hitler decidisse abraçar os judeus, do dia para a noite.

Tenho certeza que essa mudança não foi do dia para a noite. Há muitos anos minha mãe vem sendo uma pessoa diferente. Uma pessoa melhor. E isso reflete em mim, também. Gosto de vê-la mudando. Gosto de vê-la feliz.

O hábito de colecionar bugingangas é um defeito que herdei dela, diga-se de passagem. Tenho bonecos e brinquedos que sei que nunca mais irei brincar, mas não consigo simplesmente pegar e entregá-los a algum garoto que sei que vai destruir ao menor sinal de “revolta”.

Toy Story 3 doeu muito em mim por isso, por saber que eu abandonei e que não consigo me desfazer. Simplesmente não consigo pegar uma caixa cheia de bonecos e coisas da minha infância e dar. Não consigo.

Acho que isso vem do fato de saber que hoje em dia nenhuma criança tem mais cuidado com nada. Isso acaba me impedindo um pouco de conseguir abrir mão dos meus pertences.

O nome do post não tem nada a ver com este estranho hábito de guardar coisas. É o título de um livro (se substituir o “Vanguedes” por “Joãozinho” fica melhor) que li quando era pequeno e que me marcou muito. Lembro de certos detalhes do livro até hoje. Já o procurei nos livros velhos da minha mãe, mas não acho de jeito nenhum. Se alguém tiver um exemplar do livro perdido por aí eu aceitaria de bom grado.

 

UPDATE: A Marianna Costa ouviu meu pedido e me enviou o livro por Correios. Só tenho a agradecer e dizer que vou lê-lo com muito carinho e atenção.

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