Amor, respeito e as novas revoluções

Outro dia andei percebendo uma coisa lendo textos pela internet. Nós estamos estragando as pessoas. Antes da época em que ser bipolar é moda, as pessoas costumavam discordar sem odiar, costumavam discutir mas odiar o outro. Era uma época de mais amor e, principalmente, respeito.

Hoje em dia não basta não gostar, precisa agredir. Não basta discordar, tem que ridicularizar o outro e por ai vai. Em uma sociedade onde a vida de um tem mais valor que a de outro é de se estranhar que pessoas ainda se levantem para defender injustiças. É de se estranhar que pessoas ainda se ponham de pé em favor dos mais necessitados, ou ainda, que defenda um morador de rua e seja agredido quase que fatalmente por conta disso. Mas é claro, a população que não lembra em quem votou não vai se lembrar deste “herói” por muito tempo.

Também repensei um argumento que usei aqui outro dia, sobre manifestações virtuais. Sendo estas a única forma de alguém se erguer contra o que é injusto, esta prática não deveria ser repensada ou até mais incentivada?

Por conta disso acabamos caindo naquela sinuca de bico eterna. Se incentivarmos, todos esquecerão a forma “convencional” de protesto e irá aderir ao novo modelo.

Tudo isso veio do desenrolar daquela história do estupro do BBB. Acredite você ou não, não há mais o que se discutir aqui. Haveria, se as pessoas não fossem tão medíocres e olhassem um pouco além, mas não espero isso delas. O fato é que o Jornal Nacional deu espaço ao “suposto estupro” graças a centenas de manifestações via twitter. Pode não ter sido a melhor das alternativas, mas tendo em vista que o estuporados foi “punido” e o papo encerrado, podemos contar como uma vitória para o twitter.

Voltando ao respeito, é engraçado e triste ver que em diversas situações é mais engraçado fazer piada (Ah, o humor do twitter) do que encarar o fato. É mais fácil gritar e esbravejar sobre liberdade de expressão do que simplesmente aprender sobre ela. Afinal, quem reclama de censura não pode censurar, certo? Você não pode reclamar das edições e manipulações das notícias do RJTV e querer fazer o mesmo em seu mundo, nos mundos dos blogs, certo? Pelo menos é assim que eu vejo.

Não agüento mais ver jovens mandando fulanos e fulanas #CALAREMABOCA enquanto reclama de censura. Enquanto reclama de não serem ouvidos. Dá pra entender uma lógica dessa?

A minha esperança é de que ainda existem crianças no mundo, ainda existem educadores capazes e ainda pode existir amor, mas antes disso precisa existir o respeito. E já dizia Marcelo D2: “Respeito é bom e mantém os dentes no lugar”.

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6 comentários

  1. O lance do estrupo foi pq o programa não estava dando ibope e criaram esse reboliço, sendo que a “vítima” nem reclamou de nada.
    Conheço esse moleque da Ilha de vista e pode ter certeza que isso esta muito mal contado, mas mesmo assim a surra que ele levou foi desumana.
    Quer amor? Volta pra casa dos seus pais! rs
    Abraço.

    1. Ela reclamou sim. Tem o áudio dela dizendo que não estava consciente na hora, portanto não poderia ter dado direito do cara fazer isso. Logo, é estupro. Em seguida ela foi “isolada” e apareceu para depôr com os advogados DA REDE GLOBO. Você acha mesmo que eles deixariam ela dizer que um estupro foi televisionado e ninguém fez nada? Pense a respeito.

  2. Concordo com o Guilherme. Ñ houve estupro naquela casa, uma mulher não aguentaria emocionalmente passar por isso numa boa, como levou a Monique…

    Claro q respeito é importante, e isso está sendo escasso na internet e quase nulo na vida real. Perdeu se o amor pelo próximo… (abusos de crianças em ônibus, céus!)
    O q só ñ entendo é essa expressão de “humor do twitter”. Sigo várias arrobas q foram mencionados nesta categoria (criada por “famosos blogueiros”) e que conseguem transmitir uma mensagem mto melhor do q : “Dia sem Globo”
    Patético né! Em primeiro lugar as pessoas precisam ter voz, ñ apenas apertar o share e ter como explicação: “tá bombando na internet”, “ah, todo mundo fez”, “tá na moda”. Quero o pq do dia sem Globo, e ai sim “curto” o q vc tem a dizer, mesmo q ñ concorde ou até passe a concordar
    Acho q esses julgados irreverentes do twitter tem mto mais a dizer, mesmo em suas palhaçadas, eles explicam o porque do absurdo. Riram de caras como Felipe Neto, q se acha o rei das opiniões furadas, cheio dos seus palavrões e nenhuma coisa q valha.Desmascararam Danilo Gentili, com os seus preconceitos e piadas ruins (comparando jogadores de futebol a um macaco, ou xingando seu público). Ai fala mal do Congresso e é aplaudido. Mas gente, é claro que é fácil fazer piada sobre nossa política.
    Agora quem ñ conhece o tal humor do twitter vai pela aparência, quero ser culto e ñ um zuão (mal sabem): uma mensagem elaborada do Gentili no Facebook, milhares de seguidores para o arrogante do Cardoso ou milhões de visualização dos vídeos do Felipe Neto dizendo asneiras, com a convicção de um sábio…
    Eu quero respeitar, mas tb quero pensar

    1. Você não pode dizer isso sobre “mulher nenhuma”. Ser mulher não lhe dá o direito de responder por TODAS elas, mas tudo bem, vamos ao resto do comentário. Mais uma vez, houve o estupro SIM, tanto que o Daniel foi punido, mas como todo mundo sabe, a Globo gosta de uma manipulação e fez o que tinha que ser feito pra se proteger.

      Concordo com vocÊ quanto ao que disse. Não é questão de ser “humor”, então é ruim. É questão de ser ruim, independente de estar mascarado com humor ou não (como o Danilo Gentili, por exemplo).

      Quanto ao “eu quero respeitar, mas tabmém quero pensar” eu concordo, mas uma coisa não invalida a outra. “Respeitar” é justamente pensar. Pensar nos motivos de não fazer determinada coisa, ou fazer. Apoiar ou não uma causa, ainda que contrário ao que eu acredito. Lembra quando discutimos sobre adoção em lares “homossexuais”? Então, é a mesma coisa. Você concorda, eu não, mas ambos respeitamos a opinião do outro. Isso não é só necessário, isso é o último suspiro da sociedade. Ou voltamos anos respeitar ou teremos sérios problemas no futuro.

      1. Já te falei isso no twitter e repito aqui, para que fique registrado. Ela deu UM depoimento ANTES de toda a “conversa” com o Boninho. Ela disse que NÃO estava consciente e que não havia permitido que Daniel fizesse aquilo. Em uma parte do áudio ela diz “Só se ele for muito mau caráter pra fazer comigo DORMINDO”. Daí, um dia depois de conversar com o Boninho ela vai até a Delegacia acompanhada de advogados da Rede Globo e diz que estava consciente e que foi tudo permitido.

        Até quem não acredita em teorias de conspiração sabe que a Globo é muito boa em manipular pessoas e a opinião pública.

        Novamente. A vítima de estupro pode, sim, sofrer emocionalmente, principalmente se ela estiver ACORDADA e souber que foi violentada. Como ela mesma disse, ela estava dormindo e não se lembrava de NADA que tivesse acontecido.

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