Quem aí já caiu em público?

Lendo o título do post, é claro que você já está pensando alguma merda vindoura. Com certeza é disso que vamos falar, de tombos históricos de nossas vidas.

E é lógico, pelo histórico do blog, que não estou falando de tropeçar e levar um tombinho, estou falando daqueles tombos homéricos, em que você cata “cavaca” durante 4 segundos depois se estatela como uma batata velha no chão.

Muitas vezes em nossas vidas nós caímos. Algumas vezes levantamos de boa, sem ninguém observar, mas algumas vezes é inevitável que você atraia atenção de todos ao seu redor.

Algumas quedas são leves, outras nem tanto.

Certa vez, voltando da escola (portanto, uniformizado), eu vinha cantarolando alegremente dentro do ônibus, em direção à porta de saída. Para ficar ainda mais claro, a blusa que usávamos na escola era cinza e eu usava calça jeans enquanto a vestia. Sendo assim, eu estava socialmente arrumado. Não parecia um modelo de beleza, mas também não parecia um mendigo.

Uma coisa que eu percebi, depois de anos e anos caindo, é o fato de que alguns segundos antes do tombo, você tem um certo pressentimento. Na verdade, quem tem o pressentimento não é você, são as pessoas ao redor de você que sentem que algum idiota vai tropeçar e cair e ficam obsrevando, atentamente o primeiro imbecil que começar a se mover.

Neste dia, do ônibus, eu andei alegremente em direção a porta. Me despedi do motorista e desci do ônibus. Se minha cara fosse meu pé, eu não teria motivo nenhum para estranhar o porque dela estar no chão, quando deveria estar acima do meu pescoço.

O ônibus ainda não tinha parado completamente e eu resolvi, imbecilmente, descer do mesmo. Se eu fosse bom de física, saberia que um corpo em movimento não solta outro corpo em movimento contrário, mas arremessa o corpo na direção em que se encontra. Fica aí a dica para quem não quiser se fuder. Quando for descer do ônibus em movimento, NUNCA vá em direção contrária a ele. Ou você salta na direção que ele está indo ou você espera ele parar completamente.

Os poucos instantes que se seguiram foram o suficiente para que eu pudesse rolar em cima do barro seco e capotasse como um carro desgovernado durante uns 400 metros. Tá, deve ter sido bem menos, mas pela quantidade de vezes que eu rolei, eu poderia jurar que eram uns 400 metros.

Sabe quando chega o circo na cidade? Todas as crianças apontam, dançam, cantam e riem com as mães? Então, foi mais ou menos esta a sensação que tive ao despencar do ônibus. Não satisfeitos com o tombo, as pessoas apontaram e riram até eu chegar na minha casa. Acreditem, não era uma coisa muito bonita de se ver, eu até entendi a vontade incontrolável de rir da minha cara. Eu teria feito o mesmo.

Tombos são uma parte de nossas vidas. Nas escolas, na faculdade, na vida inteira é assim, nós estamos sempre caindo. Não há como manter sua compostura depois de levar um tombo, nem há motivos para se odiar aqueles que não conseguem segurar uma gargalhada. É involuntário e não devemos culpá-lo.

Falando em escola, uma certa vez estávamos brincando em uma aula de educação física. Brincando mesmo, já que não fazíamos educação física.

Para falar a verdade, o Brasil em peso poderia mudar a aula de Educação Física para “Futebol”, ou então, melhor ainda, para ‘Veja como não estudamos nada para ficar jogando bola enquanto o professor se diz juiz”. Seria ainda melhor e todos aprovariam, tenho certeza absoluta.

Nesta aula, estávamos eu e um grupo de amigos. Um de meus amigos, Diogo, pegou uma bola e jogou nos pés e ficou brincando de tocá-la. Sem pretensão nenhuma. O resto da turma estava ocupada jogando bola de verdade, a outra metade fingindo que estava jogando vôlei e eu e meus amigos sedentários e mentirosos estávamos apenas jogando conversa fora.

Em pouco tempo, Diogo já estava irritando demais com a bola em seus pés, foi aí que resolvemos incomodá-lo também. Começamos a pegar a bola e ficar fazendo “bobinho”. Aquele esquema em que um idiota fica no meio de uma roda tentando pegar a bola que está em sua posse enquanto você passa para seu amigo e faz o cara do meio de mais idiota ainda.

Em um desses momentos, depois do tédio do esporte ter-nos abatido, eu pisei na bola e o Diogo veio em minha direção. Diogo não era um cara forte, era até bem magrinho, pra falar a verdade (embora sua cabeça fosse monumentalmente enorme). Diogo veio na minha direção tentando tomar a bola, com toda força que tinha.

Eu não faço a menor idéia de como aconteceu, só sei que assim que Diogo tocou a bola com os pés, eu voei para o alto e me estabaquei de costas do chão.

Imagine TODA a escola parar e olhar para você enquanto se escangalham de rir e apontando como se não houvesse amanhã (segunda vez na minha vida que virei alvo disso).

Como eu era conhecido por ficar sacaneando tudo e a todos, não fica difícil para você imaginar o quanto as pessoas se divertiram com o meu tombo.

Pior é que não havia forma de explicar o acontecido. Ele encostou na bola e eu voei, como se tivesse tomado uma rasteira de um ninja. Foi um dos muitos momentos constrangedores da escola.

De escada, por sorte, eu nunca caí, já a minha esposa, esta tem um histórico de tombos melhor do que o meu. Uma vez, um amigo meu a chamou no portão e ela correu para atendê-lo. A combinação azulejo+água não foi uma boa idéia para se ter em uma escada. Antes que pudéssemos falar qualquer coisa, ela já estava deitada na base da escada, com o corpo todo machucado e com as costas doendo como se tivesse quebrado a coluna em 5.

Não foi esse o caso, mas a história do tombo da escada durou por muitos meses após isso. Por conta disso, ela foi obrigada a operar 3 vezes, ficar com o corpo todo engessado e, ainda por cima, quase ter morrido por incompetência de um dos Hospitais locais.

E você, já tomou um tombaço desses?

Foi mais ou menos assim que a esposa caiu

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