E o tal do Kinect?

Como todos que lêem isso daqui sabem, sou muito fã de videogames e de novas tecnologias, por isso eu não achei justo me abster de um dos assuntos mais falados deste momento. O tal do Kinect.

Há muitos dias venho acompanhando as previsões referentes a esse que promete ser uma das grandes revoluções da tecnologia do nosso novo século.

Sabendo que nem todos os santos deste blog são pessoas instruídas no mundo da tecnologia, eu os ajudarei explicando, de forma rápida e ágil o que vem a ser este tal de Kinect.

Kinect é um acessório que conecta-se ao Xbox 360, fazendo com que não seja preciso o uso do controle para extrair dele uma das experiências mais inovadoras que já vimos. Dizer que o Kinect faz você jogar videogame SEM controle não só é uma afirmação errada como também é burra.

O Kinect permite que você jogue os jogos desenvolvidos pra ele, jogos específicos para ele, jogos esses que, até o momento, são réplicas de jogos de WII, aquele videogame bonitinho que botava as pessoas pra remexer o esqueleto na frente da televisão.

Xbox e o Kinect, todo bacaninha.

Muita coisa está sendo dita por aí, por isso achei por bem dar o meu parecer sobre o que é e o que virá a ser o Kinect.  Claro que é minha opinião, assim como discordo dos que estão falando, vocês têm todo o direito de discordar de mim.

Vamos aos tópicos.

Lag

Sim, antes que os Sonystas de plantão me ataquem insanamente enquanto gritam, quase como um mantra, que o Kinect possui um lag absurdo na recepção dos movimentos, eu achei por bem eu mesmo dizer que o Kinect tem um lag, bem perceptível, se me permitem dizer.

A única diferença dessa informação dada assim, dessa forma e um ataque louco de Sonystas é o fato de que esse lag NÃO interfere dentro do jogo. O lag é mais para o reconhecimento das mãos e dos pés dentro da interface, tanto do Kinect quanto dos jogos. Esse lag não chega a ser um incômodo quando você está DENTRO do jogo. Ou seja, não chega a ser um problema tão grande quanto estão pintando por aí, mas ainda assim é um problema.

Outro fato importante a se dizer sobre o lag é que isso é facilmente corrigido com patchs e atualizações. Pelo que andei lendo, já estão trabalhando em atualizações que melhoram em 100% o reconhecimento do Kinect. Justamente por saberem que esse lag pode vir a ser prejudicial, em jogos que exijam mais precisão do que os jogos atuais.

Navegação nos Menus

A navegação dos menus é uma das coisas que deixa a desejar neste momento, justamente por aquele atraso citado aqui em cima.

Não chega a atrapalhar algo, mas como a percepção dele é “pouco detalhada” em algumas situações, fica complicado ter que tirar a mão rápido de cima de alguns dos itens selecionados por engano e ele ter um certo atraso para sair efetivamente.

Essa é uma das minhas maiores críticas, por ser algo que você poderia usar constantemente. Os programadores já tiveram uma grande sacada quando excluiram a necessidade de um controle para iniciar o Kinect. Não faria sentido que um acessório que prega não usar controles fosse iniciado por um aperto de botão.

No caso, você só precisa acenar para o Kinect e esperar para ele reconhecer sua bela face (em casos de pessoas como eu, semelhantes ao Brad Pitt).

O grande problema está quando você passa de um menu para o outro. A navegação se torna mecânica e toda aquela desenvoltura já natural com os botões perde-se na transição.

A menos que o patch para correção resolva esse problema, este vai ser um dos grandes fails do Kinect. Vacilar no momento em que poderia substituir o controle em uma das maiores funções do controle, além de jogar, é claro.

Os Jogos casuais

Este é um dos tópicos que mais quero comentar, por isso acho que seria importante eu tomar muito cuidado para não divagar e acabar não explicando o que preciso explicar, como agora, por exemplo.

Um dos maiores ataques, tantos dos Sonystas quanto dos Caixistas, é de que os jogos lançados até o momento não fazem jus ao grande potencial dos videogames maravilhosos da atualidade. Jogar um jogo com gráfico de WII é ofender a mente daqueles que tanto amam a nova geração de consoles. Concordo e discordo.

Concordo que a pessoa que diz isso não tem a menor noção de previsões tecnológicas s e discordo que jogar jogos com gráfico de WII é ofender alguém, Fat Princess está aí para provar isso. Angry Birds então, nem se fala. E muitos outros, como Braid.

Um dos erros comuns é afirmar que o Kinect não reconhece pessoas sentadas. Neste momento eu poderia soar uma daquelas campainhas de Quiz Game Show onde o participante erra para apontar o dedo pra sua cara e dizer “Ah, reconhece sim”.

O Kinect não só reconhece como pode ser usado enquanto você está sentado. É óbvio (e digo óbvio na esperança que seu QI maior que 50 perceba o que quero dizer) que os jogos lançados até o momento não podem ser jogado sentados. Justamente porque a idéia inicial é vender o acessório como maior motivador de “Faça exercícios enquanto joga”, ou até como “Toda sua família pode jogar”, logo, os games lançados até o momento exigem que você se levante da cadeira pra jogar. E como há o reconhecimento do corpo, não dá pra burlar o sistema como todos faziam com o WII, jogando Golf sentado.

Seria o mesmo que sair para uma boate, sentar no bar e achar que está curtindo 100% da festa. A festa pode até estar legal, mas dançar no meio das Bikini Girls e das Tequileiras loucas semi-nuas é muito mais legal que saber o nome do barman. Convenhamos que neste ponto eu estou com a razão.

Gráfico nunca foi sinônimo de qualidade. Prova disso é o próprio Final Fantasy 7, tão aclamado pela crítica juvenil. FF7 escolheu ter um visual “infantil” quando dentro do jogo, enquanto esculachava os adultos com o visual titânico nos famosos CG’s.

Como o objetivo principal da Microsoft é vender o videogame para a família, é lógico que o principal foco deles, até o momento, seja lançar jogos com visual familiar inocente. Nada de braços ensanguentados, por enquanto.

Mas aí é que está a grande sacada do Kinect. O futuro.

Você lembra ali no parágrafo acima quando falei que o Kinect reconhece SIM os jogadores sentados? Se isso é verdade (e não há questionamentos quanto isso aqui) porque não podemos esperar que grandes desenvolvedoras de games incluam pequenos gestos das mãos para facilitar a vida dos games hardcore?

Um dos maiores erros que leio por aí, inclusive nesta matéria que me deu coragem a escrever este texto,  é que as pessoas só enxergam jogos hardcore sendo usados com o Kinect quando houverem “Spin off”. Ninguém consegue imaginar que o Kinect poderá ser usado com jogos mais Hardcore.

Sério, a imaginação de vocês, gamers, anda muito pra baixo.

Um controle do Xbox tem, acho eu, uns 12 botões. É óbvio que por causa dessa limitação, muita coisa que algumas produtoras gostariam de fazer, elas acabam não fazendo. Seja para facilitar a vida dos gamers, seja para não sobrecarregar o jogador de informações ou seja para não transformar o game em um jogo em que só pessoas com PHD em controle de Xbox conseguiriam jogar.

Agora imaginem que essas desenvolvedoras resolvessem mudar um pouco as coisas. Ao invés de apertar o Y para arremessar uma granada, você poderia simplesmente erguer a mão, como você faria com uma granada de verdade. Imagine unir ao modo campanha alguns minigames (God of War Style) em que você precisa apontar para determinadas direções para se chegar a um resultado satisfatório, ou até mesmo onde você precise fechar os olhos para não ser cegado com a luminosidade de um inimigo ou um lugar.

Lembrando que o Kinect reconhece as pessoas sentadas e é capaz de fazer a distinção destes movimentos acima, não é de se esperar que alguém com um pouco mais de visão de construção de games consiga unir isso a algum jogo famoso?

Todo mundo que vejo falar de Kinect sempre vem com esse papo de jogos casuais e tudo mais, mas eu digo para estas pessoas que você precisa ter visão. Visão amigos, é a palavra que vai levar o Kinect a mundos totalmente desconhecidos.

Se tivesse que apostar em um jogo em específico, eu apostaria no Bioshock Infinite. Não por confiar no estúdio como um todo, mas por eles já terem revolucionado os games com uma história original e com um gancho competente em sua primeira tentativa do jogo. Imagino eu que o futuro seja deles.

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6 comentários

  1. O pessoal do Continue ( http://www.continue.com.br ) chegou a comentar sobre as possibilidades de um jogo hardcore utilizando o Kinect (exemplo clássico do arremesso de granada). Comprarei um quando este momento chegar.

    Gostei da ideia dos olhos fechados. Os desenvolvedores japoneses de jogos eróticos já devem ter pensado nisso, hehehe!

    1. Não tinha ouvido o comentário deles. Eu peguei o exemplo da granada do desenvolvedor de Gears of War. Mas é um belo exemplo mesmo.

      Não quero imaginar o que os jogos japoneses farão enquanto você estiver de olhos fechados. Melhor não imaginar.

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