May the force be with Katie

Uma das coisas que todos sabem de mim é a minha infindável “fanzice” com coisas de filmes. Coisas pequenas, enfeitos, mas que fizeram parte de algum filme. Aquele broche do Watchmen, um chaveiro do Rei Leão, um tênis customizado de Pulp Fiction, entre outras coisas cinematograficamente fantásticas.

De todos os filmes que sou fã e que possuem uma linha de artigos para arrecadação de milhões de reais dos fãs mais obcecados, Star Wars é a campeã, não há como negar.

Eu sou fã do filme e sempre que posso compro alguma coisa relacionado à película. O filme em si já até perdeu a graça, o valor mesmo, pra mim, está nas coisas que ele conseguiu construir, nas coisas que ele conseguiu criar do “zero”. E isso, meus amigos, um legado de fãs podem confirmar.

Há alguns dias atrás eu li uma notícia em um blog brasileiro, sobre uma menina hostilizada (o famoso “bullying”) na escola simplesmente por gostar de Star Wars.

Pra quem não sabe, eu explico melhor a notícia. Pra quem já sabe, leia de novo e deixe de ser mané.

Katie é uma menina pequena, que usa óculos, que é adotada e que estuda entre milhares de outras crianças. Katie é apaixonada por Star Wars e desde pequena (menor do que já é) Katie se diverte brincando com bonecos de Star Wars, voando em naves imaginárias e assistindo aos seus filmes preferidos: Star Wars.

Um determinado dia, Katie começou a reclamar com sua mãe que sua garrafa de Star Wars era “muito pequena para carregar água”. Quando levada para escolher outra garrafa, para substituir a original, Katie escolheu uma outra garrafinha simples, ROSA.

Katie

A mãe ficou curiosa e questionou a filha o motivo da escolha. Katie insistiu que aquela garrafa seria muito melhor para carregar água, por ser maior. A mãe indagou prontamente dizendo que, do contrário do que Katie fazia entender, aquela garrafa era do mesmo tamanho, se não menor do que a garrafinha atual de Katie.

Sob pressão, Katie adimitiu que a vontade de trocar de garrafa era porque os amiguinhos da escola dela estavam zoando ela por “Star Wars ser para meninos”, não tendo ela o direito de usar a tal garrafa. Por ser uma menina.

A mãe, blogueira do Chicagonow.com, resolveu abordar este tema em um tópico do blog dela, pra poder divulgar o acontecido e até mesmo buscar ajuda de “geek and gamer girls“, na intenção de mostrar pra Kate como não é problema algum ser “diferente”.

O que a mãe não esperava é que isso fosse repercutir da forma que repercutiu, espalhando a história de Katie em todos os lugares. No twitter criaram a tag “#MayTheForceBeWithKatie”, em blogs criaram posts explicando a situação e dizendo para aquela pequena garota que ela estava CERTA em gostar do que quisesse, seja isso Star Wars ou Avatar. Ao todo, foram 1.200 comentários no post original, o que obrigou a mãe de Katie a criar uma outra página só para os agradecimentos, porque o “tráfego” normal estava afetando o servidor do blog onde está hospedado.

A menina recebeu uma ligação do próprio dublador do Yoda, na pele de Tom Kane, , convocando-a para uma exibição de um novo filme de Clone Wars e ganhou um desenho incrível de Scott Zirkel onde Katie está vestida como um Jedi segurando um sabre de luz.

May the force be with Katie

Como se já não bastasse, muitos dos fãs que leram a história e se comoveram com o acontecido começaram a solicitar o endereço da garota, em busca de enviar brinquedos e coisas de fãs para Katie. Como em um último golpe de humildade, a mãe, com o apoio de Katie, sugeriu que os brinquedos fossem enviados para hospitais infantis e para lares adotivos para que “as crianças compartilhem do mesmo amor que Katie”.

Katie não só ensinou que ela pode ser uma garota e gostar de Star Wars como também aprendeu que uma comunidade unida sempre vai vencer e acabar com os “valentões da escola”.

O motivo de estar escrevendo tudo isso aqui é que um grupo de pessoas, comovido com os problemas de Katie, resolveu criar um evento no Facebook para dar suporte à ela. No dia 10 de dezembro todos os que quiserem mostrar suporte e comoção à causa de Katie deve vestir uma peça de roupa de Star Wars. Não precisa ser uma peça de roupa, pode ser um chaveiro, um livro ou qualquer coisa da tão falada série.

Sem dúvida não mudaremos o mundo com essa ajuda, nem espero que isso vá trazer qualquer benefício a Katie, mas mostramos que nós, fãs de filmes e “estranhos” por natureza, somos pessoas normais e só queremos ter direito de gostar daquilo que realmente gostamos, sem dever nada a ninguém e sem gostarmos de nada por obrigação. Queremos o direito de gostar daquilo que realmente nos agrada.

Se você não tem roupas ou acessórios de Star Wars, veja o filme, cante a música. Faça qualquer coisa, só esteja do lado de Katie neste dia que ficará marcado na mente de todos os nerds.

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