Catálogo de Jovens – Parte I

UPDATE: Para você que curte rock e quer ouvir um programa realmente interessante, não deixe de ouvir o podcast no site www.rockcast.com.br. Um podcast de qualidade, por quem realmente entende de Rock…ou não.

Adolescentes são tipos estranhos que adotam práticas alienígenas apenas para estarem fora dos ditos rótulos, que eles mesmos sentem obrigação de criar. Não será difícil para você lembrar, afinal, todos nós já fomos assim algum dia. Alguns ainda são, por mais que a idade denuncie.

Hoje em dia, dada a difusão da internet   e alguns veículos sociais, a ignorância adolescente e sua falácia digital estão espalhadas ao alcance de qualquer navegante desavisado.  Em fóruns, orkut, msn, Facebook, Twitter e outros, não demora muito para que você possa encontrar exemplos práticos de grupos adolescentes agindo em “rebeldia” aos rótulos criados. Embora insistam em gritar para o mundo que não pertencem a tais grupos, eles se encaixam perfeitamente em padrões de comportamento dos mesmos.

Sendo assim, não fica difícil catalogar e padronizar, para efeito de pesquisas, os grupos dos quais os adolescentes NÃO fazem parte, porque eles são “originais” e se você tem inveja deles, pegue senha. Pegou senha? dirija-se ao fim da fila, por favor. Apenas lembrando, eles estão abaixo de deus e acima dos recalcados. “Vida Loka”.

Roqueiro (Jovencitos Rebeldíalis)

É lógico que para começar nosso catálogo, eu precisaria de algum grupo que tivesse conteúdo suficiente para segurar os leitores até o fim do texto. Falar de um grupo do qual eu já fiz parte é muito mais fácil de que especular sobre grupos baseando-me apenas em opiniões estereotipadas.

Roqueiros são os adolescentes que se vestem de preto, usam maquiagem pesada, carregam uma mochila Jeans surrada e andam de All Star alertando sempre, mesmo quando não questionado, que “All Star bom é All Star sujo”. Nada que a preguiça por ser adolescente e livre de responsabilidades não pudesse salvá-los. Eles precisam de lemas para viver.

Um adolescente roqueiro é alguém que vive uma vida que não é dele, que usa gírias que não é dele e que repete frases que não são deles. Costumam basear-se em um visual de algum cantor específico, afirmando sempre que não imitam o astro, apenas sofrem influência devido ao estilo deste mesmo.

Respeito é uma palavra que passa longe do dicionário destes rebentos. Costumam gritar em locais públicos e adorar determinadas drogas, mesmo quando nunca entraram em contato com as mesmas. Levantam a bandeira de independência, afirmam serem livres para fazerem o que sua cabeça mandar, utilizam-se de suas próprias regras, mas costumam comprar chiclete de hortelã para disfarçar o cheiro de cigarro para a mãe.

Gritar, beber, fumar, não tomar banho e repelir a sociedade são habilidades clássicas dos roqueiros, mesmo que eles não sejam eficientes em nenhuma delas. Costumam estar tão preocupados com a imagem diante da sociedade roqueira que, por vezes, ultrapassam o limite do ridículo.

metal-lixeiro

Reunião típica de Roqueiros. De onde vocês acham que são essas lixeiras?

Habitat Natural

Como dito anteriormente, Roqueiros são vítimas da imagem e do julgamento ao seu redor, logo, é óbvio que eles só vão se encontrar onde hajam pessoas que estejam prontas para julgá-los. As pessoas não estão julgando-os por serem sujos, maltrapilhos, por gritarem em shoppings ou por ouvirem música alta em ônibus. Eles estão julgando por saberem que roqueiros são membros que lutam contra a sociedade e que gritam aos quatro cantos a liberdade de expressão. Shoppings, praças e esquinas, são lugares típicos para se encontrar um roqueiro.

Roqueiros também possuem uma capacidade de camuflagem extra-sensorial. Assim que avistam algum parente, algum conhecido ou alguém que possa denunciá-los para a autoridade máxima em julgamento da sociedade, suas mães, eles escondem-se de tal maneira que para conseguir achá-los seria preciso uma técnica ainda não desenvolvida de “desfundir” carne e pano, de tantas mochilas que são usadas para obsucrecê-lo em meio a multidão de roqueiros que se encontra.

Organização

Roqueiros são seres extremamente carentes e necessitam de constante atenção por parte de seus amigos. Ser um roqueiro solitário é uma prática rara que denota mais esforço do que erguer um caminhão com 500 Kg de chumbo que pesam mais do que 500Kg de algodão.

Os membros desta classe precisam andar em grupo, para que possam mostrar aos seus amigos a sua capacidade de repelir a sociedade dentro do shopping. Isso seria uma prática considerada suicida se feita sozinha. Sem contar que não tem graça se amostrar para 6 mil pessoas que não acham o que você está fazendo engraçado. Muito melhor é reunir algumas dezenas de ácefalos como você para que possam rir e guardar nos anais do Rock seus feitos.

Fãs de Axé (Chicleteirus com Sapinhus)

Este é um dos grupos de adolescentes dos quais mais sou fã. Ouvir música de péssima qualidade, gabar-se por quantas doenças consegue pegar em uma festa, pagar absurdos para ver uma garça de vestido e ainda correr atrás de um enorme caminhão vociferando uma música, já citada, de péssima qualidade é uma atitude digna de um vencedor.

Fãs de Axé são jovens com os hormônios a flor da pele que descobriram uma forma de burlar as leis da sociedade para praticar a poligamia de forma nobre e sair ileso desta prática. No meio deste grupo, quem mais se divertir em micaretas é o vencedor. Para eles, se divertir significa “Beijar todos os garotos/garotas de um recinto, vestir a camisa mais horrendamente feia e beber a maior quantidade de Ice que puder”. Precisa ser Ice, porque normalmente eles são menores e a mãe não deixa eles beberem outra coisa. Ice eles conseguem disfarçar bem. Exceto quando entopem suas artérias de álcool e vomitam pela casa inteira, repetindo com ardor que nunca mais voltarão a beber novamente. Seguido de “mãe, to indo pra festa da cachaça”.

Tanto homens quanto mulheres deste grupo são aptos a pagarem um considerável absurdo em forma de dinheiro para conseguirem um pedaço de pano mais leve que o ar e mais colorido que a visão de uma pessoa na parada gay que tenha acabado de usar LSD. Também é válido falar que na maioria das vezes este dinheiro é o único que eles possuem, sendo obrigados a não comerem nem beberem nada por algumas horas, enquanto circunda um estacionamento vazio correndo atrás de alguém com nome sugestivo de laticínio matinal.

Visual típico dos fãs de Axé.

Visual típico dos fãs de Axé.

Habitat Natural

Uma informação curiosa a respeito dos praticantes de tal tribo é que eles permanecem camuflados entre a sociedade dita “comum” enquanto seus eventos de calor extremo não acontecem. São trabalhadores, estudantes, donas de casa típicas, até o dia em que determinado grupo da Bahia vem em sua cidade, aí o cidadão típico de uma cidade pequena transforma-se em uma aberração da natureza e muda totalmente seu comportamento.

Eu espero que você não sinta a necessidade extrema de procurar este grupo, mas como este é um texto científico, eu imagino que se algum dia você fizer isso, será para fins de pesquisa e não de busca de entretenimento.

Se algum dia isso acontecer, você pode encontrá-los em padarias na esquina e em grandes “carreatas” com suas motos, er…quer dizer, com suas “Biz”.

Também podem encontrá-los no local do evento, algumas horas antes, onde fazem o dito “pré-party”, onde encontram-se para beber e…beber. Quando o evento começa, o álcool já está numa quantidade exagerada até mesmo para o Zeca Pagodinho e um grupo de 3 ou 4 amigos é obrigado a ficar rodeando um determinado cidadão, para evitar que ele comece um barraco ao flertar com alguma garota comprometida, o que é um absurdo. Onde já se viu alguém ir para o evento sem o pensamento poligâmico do grupo? Este tipo de prática deveria ser proibido.

Organização

A organização, como dito anteriormente, é feita de forma a imitar as formigas. Todos andam em grupos de mais de 50 pessoas e costumam encontrar-se antes do evento. Uma prática bastante comum entre os fãs de axé é terem um idioma bastante peculiar, onde palavras de nosso nobre idioma são usadas de formas irresponsáveis para satisfazer suas necessidades de serem um grupo especial. Alguns exemplos curiosos abaixo:

Beijar a Roda: Este termo, do contrário do que você deve estar pensando, significa que você já “ficou” com a maioria dos membros de um grupo de amigos/amigas. Seria o equivalente a “pegou geral”.

Chegar beijando: Sim, esta é uma prática comum aceitada por todos dentro do evento. A prática consiste no que o nome já diz: Você se aproxima de um afeto qualquer, estica a beiça e ela/ele retribui dando-lhe um beijo.

Levar bolo para a festa: Estes são os “estraga-prazeres” do evento. São os caras que levam namorada para a festa e impedem as jovens de se aproximarem dele para conseguirem o beijo.

2 dígitos, 3 dígitos e zerar: Significa que, respectivamente, beijou mais de 9 e menos de 100, beijou mais de 100 e que não beijou ninguém. E, meu amigo, se em uma festa onde há uma giría para alguém que beijou mais de 100 você não beijou ninguém, eu aconselho fortemente que você procure um médico. Ou você é muito feio ou você tem um hálito insuportável.

Bodiar: Esta é uma gíria importante, deveria até ser substituída por “Bom Senso”. Bodiar é quando uma pessoa, por diferentes motivos, desiste de curtir a micareta.

Bom, espero que tenham aproveitado esta primeira parte dos rótulos joviais. Em breve postarei a segunda parte para que vocês possam se deleitar com mais conhecimentos típicos de nossa juventudade maravilhosa.

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4 comentários

  1. Para ajudar nas suas pesquisas, claramente feitas em carater ciêntifico, gostaria de acrescentar mais algumas citações.

    Roqueiros: Algumas raças dessa especie, submetem-se a “aulas” de algum instrumento musical (prevalecendo o vilão) e se juntam em uma praça para ficar tocando apenas uma ou duas músicas várias vezes, enquanto seus amigos cantam com um inglês péssimo e acham que estam toltalmnte certos. Os que conseguem aprender mais de duas músicas, se juntam com outros e formam uma banda. Geralmente inspirada (lê-se: imitando) em alguma que já faz sucesso, mas que eles insistem em dizer que o som é própio, ou cover de alguma outra, e não duram muito tempo.

    Fãs de axé: As pessoas de fora que migram para essa tribo, são geralmente pessoas de baixa auto-estima por causa da sua falta de beleza (feiura de doer), que encontram em micaretas seu lugar ao sol e conseguem “panhar” alguém. Uma vez que nesses lugares o importante é beijar mais que seu amigo/amiga não importando a aparência do beijado.

    Espero te contribuido um pouco com sua pesquisa.

  2. Cara seu único problema e generalizar todos os roqueiros e o que fazem , eu sou adolescente gosto muito de rock in roll , gritar cara nada a ver isso que você disse,e dai gritar não é proibido, poderia estudar mais um pouco sobre o assunto e escrever algo mais concreto sua mente é muito fechada, tocar apenas 2 musicas sou guitarrista não profissional mas sei músicas de nivel muito elevado para alguem que toca algum instrumento se esconder da mãe cara essa foi a pior totalmente sem fundamento não generalize existem pais que prendem os filhos como não é o meu caso mas á auqeles que deixam sair só pode ser uma sátira esse post seu nesse blog ou burrice

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