Fake, falso, poser…eu quero é que se f***

Ultimamente tenho reparado como tem aumentando exponencialmente a quantidade de pessoas fãs de HQ’s, de filmes “nerds”, seriados e tudo mais que envolve a cultura nerd/geek. Com isso também, é claro, surgem aqueles que não curtem tanto assim a cultura mas que gostam de estar cercado por pessoas que curtem o gênero. Seja ele qual for. E por conta disso, surgem também os advogados defensores da verdadeira cultura nerd/geek. Sabe aquele cara que cria listas e tópicos sobre “como ser um nerd roots”? Então.

Poser!

Rótulos sempre foram idiotas, desde sua adolescência e, acredito eu, você foi muito injustiçado quando queria fazer algo mas não podia porque não se encaixava no padrão do seu grupo?

Eu, por exemplo, gosto muito de Zé Ramalho. Adoro suas músicas, gosto das letras e acho ele um dos poucos cantores que eu admiro por completo (gay?). Se tivesse que eleger um gênio da música brasileira, não lembraria de Cazuza, nem de Renato Russo, nem de Pe Lanza. O nome certo seria Zé Ramalho. Isso quer dizer que eu não sou “roqueiro”? Quer dizer que sou poser? Que só pago de roqueiro para bla, bla, bla, bla, bla, bla?

Vocês conseguem perceber o quão ignorante isso soa? Essas pessoas, que têm aparecido aos montes por aí, não precisam necessariamente ser alguma coisa para usarem o termo que elas acham adequado. Ela pode ser uma simples pessoa que gosta de diversas coisas em graus diferentes, ou, em algumas hipóteses, em graus não condizentes com suas vestimentas ou coisa assim.

Este tipo de comportamento é comum a qualquer grupo. Quantas vezes você já não viu garotas que sempre adoraram Barbies e bonecas passar a dizer que odiava as tais só pra poder se vestir de preto e ouvir Avenged Sevenfold? Elas estão no direito delas. Nós mudamos de opinião e gostos a todo momento, é óbvio que elas poderão fazer o mesmo. Ninguém decretou que ao nascer com uma opinião, você deveria morrer com ela. Pelo contrário. Quantos de nós já não lutamos pelo direito de nos expressar? Impedir que alguém mude de opinião ou diga que é de um grupo cujo qual VOCÊ  não julga condizente é hipocrisia. Lutamos por liberdade desde sempre.

Se a garota quer tirar foto com um controle na mão, enquanto a outra quer tirar com ele na boca enquanto segura a camisa levantada mostrando sua barriga, qual o problema nisso?

Eu lembro de garotas que se apaixonavam por cabeludos na época de escola que decoravam livros e mais livros sobre bandas “legais”. Tudo isso pra poder mostrar conhecimento e tirar uma onda de “Ouço Nirvana desde novinha”, como se essa auto-afirmação fosse um troféu, a ser erguido com orgulho, quando, na verdade, os caras estavam muito mais interessado na “patricinha” da escola, simplesmente porque ela não dava bola pra ele. Exatamente pelo mesmo motivo que fez a garota inicial se apaixonar por ele. Eles são de mundos diferentes. Não tinha nada a ver com as semelhanças entre seus gostos, era questão social, mesmo.

Durante sua vida adulta você verá muito disso. Você entrará em empregos novos que te farão se adaptar ao ambiente, seja ele qual for. Isso não faz ninguém mais fraco, não faz ninguém “falso”, isso parece mais coisa de um ser humano, se adaptar para sobreviver. Foi assim por toda nossa existência, não seria diferente agora, não é?

Ficar com raiva ao ver “falsos geeks/nerds” é infantil, imaturo e mostra que sua habilidade em conviver em grupos está abalada, ou você acha que é só nesse meio que tem poser? Quantos crentes você não vê por aí carregando uma bíblia e andando de terno mas que na verdade não estão nem aí para o que está sendo ensinado? Dessa vez nem é implicância com os caras, é só questão de saber respeitar todas as pessoas, independente de ela gostar de algo ou fazer aquilo apenas para se enturmar, porque, acredite, se aquele roqueiro pudesse fazer parte do “mundo” da patricinha só pra poder ficar com ela, duvido que ele não parasse de usar aquelas camisas de bandas em 1 segundo.

Avenged Sevenfold é o cacete, eu vou é botar um blusão social da Tommy Hilfiger.

Hoje é dia de Rock, bebê

Como ser fã de UFC

Você está no twitter/Facebook sem entender nada do que a galera anda falando? Você não agüenta mais ver seus amigos comentarem sobre o tal UFC e quer fazer parte da mod…digo, da grande torcida brasileira deste esporte tão nobre e interessante? Não tem problema, este guia irá te ajudar a se passar por um belo fã de UFC.

Regra número 1 – Saiba os apelidos

Fã que é fã não se refere aos lutadores pelo nome. Nada de chamar o Anderson Silva de Anderson. Nada de chamar o Minotauro de Antônio nem nada do tipo. Para ser um perfeito fã de UFC você deve se referir SEMPRE aos lutadores por seus apelidos.

Se for possível faça trocadilhos com os apelidos. Chame o “Spider” de Venom, ou de Peter Parker e o Minotauro de “Rei do Labirinto”, ou algo assim. Dessa forma você estará dizendo ao mundo “estão vendo? Eu vejo UFC há tanto tempo que já acostumei a chamar os lutadores por apelidos próprios, que eu mesmo inventei”.

Não se esqueçam: chamem sempre pelo apelido.

Regra número 2 – Comemore as vitórias

Não importa para quem você torce. Isso não é futebol. Torça sempre para quem vencer. Se você tiver dito que estava torcendo para o cara que perdeu, redima-se rápido dizendo “Eu torcia por fulano, mas por ter mais preparo ciclano mereceu ganhar”.

Regra número 3 – Beba e veja a luta

Você está afirmando que UFC é esporte de macho, então não faz sentido vê-lo alternando os canais entre a novela e a luta.

Ao invés disso, vá para um bar bem movimentado e beba enquanto vê a luta, mas veja bem, não faz sentido estar bebendo enquanto vê a luta se ninguém souber, por isso o twitter e o Facebook são essenciais na hora de espalhar para a galera que “o legal é acompanhar a luta com a galera, em casa não tem graça”.

Regra número 4 – Nunca esqueça das piadas

Essa é a regra da internet, atualmente. NADA pode passar pelo twitter se não tiver uma piada inclusa. Você não pode simplesmente acompanhar a luta tecendo seus comentários normais, é preciso que a cada 10 minutos você faça uma piada, mesmo que ela esteja sendo repetida 50 mil vezes em todas as timelines. Faça como se você tivesse acabado de inventar, daí quando você disser “dá 2 C com chute forte” todos vão rir e te nomear o melhor comediante do Brasil.

Regra número 5 – Fale dos torcedores fake

Não faz sentido tentar se misturar ao povão se você não quiser seguir tudo ao pé da letra. Para isso, lembre sempre aos seus amigos que você sempre foi fã de UFC, diferente dos fãs posers que só começaram a gostar agora, no UFC 13…132? 13…é, então, no UFC do Rio de Janeiro, que tem o Spider que dá hadouken e que é invencível.

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E o tal do Kinect?

Como todos que lêem isso daqui sabem, sou muito fã de videogames e de novas tecnologias, por isso eu não achei justo me abster de um dos assuntos mais falados deste momento. O tal do Kinect.

Há muitos dias venho acompanhando as previsões referentes a esse que promete ser uma das grandes revoluções da tecnologia do nosso novo século.

Sabendo que nem todos os santos deste blog são pessoas instruídas no mundo da tecnologia, eu os ajudarei explicando, de forma rápida e ágil o que vem a ser este tal de Kinect.

Kinect é um acessório que conecta-se ao Xbox 360, fazendo com que não seja preciso o uso do controle para extrair dele uma das experiências mais inovadoras que já vimos. Dizer que o Kinect faz você jogar videogame SEM controle não só é uma afirmação errada como também é burra.

O Kinect permite que você jogue os jogos desenvolvidos pra ele, jogos específicos para ele, jogos esses que, até o momento, são réplicas de jogos de WII, aquele videogame bonitinho que botava as pessoas pra remexer o esqueleto na frente da televisão.

Xbox e o Kinect, todo bacaninha.

Muita coisa está sendo dita por aí, por isso achei por bem dar o meu parecer sobre o que é e o que virá a ser o Kinect.  Claro que é minha opinião, assim como discordo dos que estão falando, vocês têm todo o direito de discordar de mim.

Vamos aos tópicos.

Lag

Sim, antes que os Sonystas de plantão me ataquem insanamente enquanto gritam, quase como um mantra, que o Kinect possui um lag absurdo na recepção dos movimentos, eu achei por bem eu mesmo dizer que o Kinect tem um lag, bem perceptível, se me permitem dizer.

A única diferença dessa informação dada assim, dessa forma e um ataque louco de Sonystas é o fato de que esse lag NÃO interfere dentro do jogo. O lag é mais para o reconhecimento das mãos e dos pés dentro da interface, tanto do Kinect quanto dos jogos. Esse lag não chega a ser um incômodo quando você está DENTRO do jogo. Ou seja, não chega a ser um problema tão grande quanto estão pintando por aí, mas ainda assim é um problema.

Outro fato importante a se dizer sobre o lag é que isso é facilmente corrigido com patchs e atualizações. Pelo que andei lendo, já estão trabalhando em atualizações que melhoram em 100% o reconhecimento do Kinect. Justamente por saberem que esse lag pode vir a ser prejudicial, em jogos que exijam mais precisão do que os jogos atuais.

Navegação nos Menus

A navegação dos menus é uma das coisas que deixa a desejar neste momento, justamente por aquele atraso citado aqui em cima.

Não chega a atrapalhar algo, mas como a percepção dele é “pouco detalhada” em algumas situações, fica complicado ter que tirar a mão rápido de cima de alguns dos itens selecionados por engano e ele ter um certo atraso para sair efetivamente.

Essa é uma das minhas maiores críticas, por ser algo que você poderia usar constantemente. Os programadores já tiveram uma grande sacada quando excluiram a necessidade de um controle para iniciar o Kinect. Não faria sentido que um acessório que prega não usar controles fosse iniciado por um aperto de botão.

No caso, você só precisa acenar para o Kinect e esperar para ele reconhecer sua bela face (em casos de pessoas como eu, semelhantes ao Brad Pitt).

O grande problema está quando você passa de um menu para o outro. A navegação se torna mecânica e toda aquela desenvoltura já natural com os botões perde-se na transição.

A menos que o patch para correção resolva esse problema, este vai ser um dos grandes fails do Kinect. Vacilar no momento em que poderia substituir o controle em uma das maiores funções do controle, além de jogar, é claro.

Os Jogos casuais

Este é um dos tópicos que mais quero comentar, por isso acho que seria importante eu tomar muito cuidado para não divagar e acabar não explicando o que preciso explicar, como agora, por exemplo.

Um dos maiores ataques, tantos dos Sonystas quanto dos Caixistas, é de que os jogos lançados até o momento não fazem jus ao grande potencial dos videogames maravilhosos da atualidade. Jogar um jogo com gráfico de WII é ofender a mente daqueles que tanto amam a nova geração de consoles. Concordo e discordo.

Concordo que a pessoa que diz isso não tem a menor noção de previsões tecnológicas s e discordo que jogar jogos com gráfico de WII é ofender alguém, Fat Princess está aí para provar isso. Angry Birds então, nem se fala. E muitos outros, como Braid.

Um dos erros comuns é afirmar que o Kinect não reconhece pessoas sentadas. Neste momento eu poderia soar uma daquelas campainhas de Quiz Game Show onde o participante erra para apontar o dedo pra sua cara e dizer “Ah, reconhece sim”.

O Kinect não só reconhece como pode ser usado enquanto você está sentado. É óbvio (e digo óbvio na esperança que seu QI maior que 50 perceba o que quero dizer) que os jogos lançados até o momento não podem ser jogado sentados. Justamente porque a idéia inicial é vender o acessório como maior motivador de “Faça exercícios enquanto joga”, ou até como “Toda sua família pode jogar”, logo, os games lançados até o momento exigem que você se levante da cadeira pra jogar. E como há o reconhecimento do corpo, não dá pra burlar o sistema como todos faziam com o WII, jogando Golf sentado.

Seria o mesmo que sair para uma boate, sentar no bar e achar que está curtindo 100% da festa. A festa pode até estar legal, mas dançar no meio das Bikini Girls e das Tequileiras loucas semi-nuas é muito mais legal que saber o nome do barman. Convenhamos que neste ponto eu estou com a razão.

Gráfico nunca foi sinônimo de qualidade. Prova disso é o próprio Final Fantasy 7, tão aclamado pela crítica juvenil. FF7 escolheu ter um visual “infantil” quando dentro do jogo, enquanto esculachava os adultos com o visual titânico nos famosos CG’s.

Como o objetivo principal da Microsoft é vender o videogame para a família, é lógico que o principal foco deles, até o momento, seja lançar jogos com visual familiar inocente. Nada de braços ensanguentados, por enquanto.

Mas aí é que está a grande sacada do Kinect. O futuro.

Você lembra ali no parágrafo acima quando falei que o Kinect reconhece SIM os jogadores sentados? Se isso é verdade (e não há questionamentos quanto isso aqui) porque não podemos esperar que grandes desenvolvedoras de games incluam pequenos gestos das mãos para facilitar a vida dos games hardcore?

Um dos maiores erros que leio por aí, inclusive nesta matéria que me deu coragem a escrever este texto,  é que as pessoas só enxergam jogos hardcore sendo usados com o Kinect quando houverem “Spin off”. Ninguém consegue imaginar que o Kinect poderá ser usado com jogos mais Hardcore.

Sério, a imaginação de vocês, gamers, anda muito pra baixo.

Um controle do Xbox tem, acho eu, uns 12 botões. É óbvio que por causa dessa limitação, muita coisa que algumas produtoras gostariam de fazer, elas acabam não fazendo. Seja para facilitar a vida dos gamers, seja para não sobrecarregar o jogador de informações ou seja para não transformar o game em um jogo em que só pessoas com PHD em controle de Xbox conseguiriam jogar.

Agora imaginem que essas desenvolvedoras resolvessem mudar um pouco as coisas. Ao invés de apertar o Y para arremessar uma granada, você poderia simplesmente erguer a mão, como você faria com uma granada de verdade. Imagine unir ao modo campanha alguns minigames (God of War Style) em que você precisa apontar para determinadas direções para se chegar a um resultado satisfatório, ou até mesmo onde você precise fechar os olhos para não ser cegado com a luminosidade de um inimigo ou um lugar.

Lembrando que o Kinect reconhece as pessoas sentadas e é capaz de fazer a distinção destes movimentos acima, não é de se esperar que alguém com um pouco mais de visão de construção de games consiga unir isso a algum jogo famoso?

Todo mundo que vejo falar de Kinect sempre vem com esse papo de jogos casuais e tudo mais, mas eu digo para estas pessoas que você precisa ter visão. Visão amigos, é a palavra que vai levar o Kinect a mundos totalmente desconhecidos.

Se tivesse que apostar em um jogo em específico, eu apostaria no Bioshock Infinite. Não por confiar no estúdio como um todo, mas por eles já terem revolucionado os games com uma história original e com um gancho competente em sua primeira tentativa do jogo. Imagino eu que o futuro seja deles.

As 5 séries mais bem escritas

Como já foi citado anteriormente, eu sou muito fã de séries (e de música, e de coisas de Star Wars e de…). De todas as séries que este reles mortal já viu, muitas ficaram marcadas. Algumas eu nem me lembro mais, de tão sem graça que eram. Algumas outras, por outro lado, marcam pra sempre nossa memória.

Quando você tem um costume como esse, de assistir séries, é quase certo que você crie o seu Top X séries que você mais gosta, mesmo que você não tenha um blog para publicá-las. No meu caso, não é só uma lista das séries que eu mais gosto, é uma lista das melhores séries já criadas, sejam pelo roteiro ou pela inovação. Elas estão nesta lista por serem as melhores séries, independente dos motivos que as levaram a ser.

Como de costume, não é minha intenção ofender os fãs de séries mais sem graças ou mal escritas, a intenção é somente listar as melhores séries, segundo este que vos fala. Se você é fã de alguma série e sentiu-se humilhado, significa que sua série é uma porcaria e que você deveria aprender a ver coisas boas.

5º Lugar – Lost

Lost tinha tudo para ser a primeira posição desta lista, mas dada as últimas deslizadas que deram no roteiro, acabou ocupando a quarta posição da lista.

Durante muito tempo Lost ocupou a primeira posição trazendo uma série de qualidade e com roteiro de dar inveja em muita série que tentava ser grande.

Lost tinha uma das coisas que sempre me atraiu em série, a linearidade dos episódios.

Ela não era uma daquelas séries com episódios “auto suficientes” onde cada episódio nunca levava a um segundo e cada temporada nunca levava a uma nova temporada, fugindo daquele roteiro batido de que cada episódio fala por si só e que ninguém precisa ver a série completa para entendê-la. Se você puder ver apenas um episódio de uma série e entendê-la completamente, a série não é boa. É preguiçosa e tem a intenção apenas de angariar fãs. Não foi o  caso de Lost.

Digam o que quiserem do final, eu gostei do final e acho que foi um ótimo final para a série, embora tivesse também minhas teorias e os meus próprios finais em mente. Mas não é por isso que eu viraria as costas para Lost e afirmaria que é uma série ruim.

Lost ganha pela diversão proporcionada durante todo este tempo passado. Todas as teorias, todos os mistérios e todas as infinitas discussões com os amigos na internet.

Por essas e outras, Lost ocupa o 5º lugar na lista.

4º Lugar – Gilmore Girls

E neste momento, meu caro amigo, você usa toda sua ignorância e repugnância digna de apreciadores da música cultural brasileira (Funk!) e diz “ah, Gilmore Girls é de mulherzinha”. Para estes ignorantes eu só posso encher o peito de ar e dizer-lhes “Realmente, volte a ver Malhação, caro amigo”.

Gilmore Girls não só é a série mais bem escrita que já vi, mas também é a série com melhor história e melhor desenvolvimento de personagens.

Toda a série gira em apenas um mesmo cenário, com pouquíssimas exceções, e com centenas de personagens recorrentes em cada episódio, bem como as situações, sempre comentadas pelas protagonistas da série.

E por falar em protagonistas. Duvido que qualquer ser humano que possa ler isso seja capaz de me mostrar duas atrizes capazes de interpretar mãe e filha tão bem como Lauren Graham e Alexis Bledel. A química entre elas era tão perfeita que era possível se emocionar e revoltar-se com situações do cotidiano das duas. Não há série capaz de reproduzir o mesmo sentimento que era capaz de sentir enquanto acompanhava a história das duas.

Está certo que a série perde posições pela perda da roteirista original, que fazia a série ser tão única. Nas últimas temporadas, somos capazes de perceber a “novelização” da série e podemos perceber como a qualidade do roteiro, antes tão criativo, decai a ponto das duas ficarem discutindo por conta de homens. Coisa que nunca aconteceria antes, quando a criadora ainda escrevia os roteiros.

Infelizmente, Gilmore Girls perdeu bastante com a saída da roteirista original, por isso ela ocupa a 4ª posição de nosso ranking.

3º Lugar – Roma

Roma nem tem o que ser dito. Ela sem dúvida, só não ganha a primeira posição porque a série em primeiro lugar é infinitamente superior a ela.

Roma tem tudo para ser uma das melhores séries que você já viu em sua medíocre vida. Nela existe de tudo, desde sexo a guerras. E que guerras, meu caro amigo. É a série do macho moderno.

Podemos citar desde o desempenho exímio dos atores até a fiel reprodução do cenário antigo, do Império Romano. Atores pouco conhecidos do grande público, embora muito rodados nos cenários de Hollywood. A história da série é incrível e é surpreendente acompanhar o desenrolar das ações dos dois protagonistas.

Roma é uma série que você acompanha sem ter a menor idéia do que poderá acontecer no próximo episódio. Não há spoiler que te faça perder o ânimo por ver Roma. Nada pode te tirar o gosto de acompanhar a série. Só vendo mesmo pra entender.

Todo o roteiro é bem estruturado, as cenas se encaixam perfeitamente, as cenas de violência são perfeitas e todo aquele “glamour” antes visto em filmes de qualidade duvidosa é trazido a realidade pelos habilidosos produtores da série.

Não há um fã de séries que nunca tenha ouvido falar de Roma, e se há, ele não deveria se considerar fãs de série.

2º Lugar – Sons of Anarchy

Falando em série de macho, não podemos fechar este ranking sem colocar Sons of Anarchy em sua devida posição. E, novamente, só não fica em primeiro porque o primeiro é mais superior ainda.

Confesso que fiquei muito em dúvida entre Sons of Anarchy ser a primeira ou a segunda. Fui analisando episódio por episódio, desenrolar por desenrolar, roteiro por roteiro e ela acabou ocupando a segunda posição. Posição mais do que merecida.

Sons of Anarchy conta a história de uma gangue de motoqueiros envolvida em uma grande operação criminosa em uma cidade escondida nos Estados Unidos. A cidade é tão escondido que em alguns episódios os personagens tentam impedir a cidade de evoluir, já que, se fosse assim, eles perderiam o poder que detém dentro da cidade.

Sons of Anarchy conta com atores premiados em seu elenco, além de ótimas interpretações e um belíssimo roteiro. Poucas vezes em sua vida você verá atores tão convincentes de seu papel atuando novamente. Não há uma só hora que você pare para observar e encontre uma má atuação. Em todo momento os atores estão sendo convincentes.

Sons of Anarchy é o tipo de série que te faz ser o “Daniel San” novamente. Aquela coisa de você querer lutar karatê para reviver os momentos de Daniel. No caso de Sons of Anarchy, mesmo que você compre uma Harley, dificilmente você irá se meter em uma gangue que contrabandeia armas pelos Estados Unidos. E se o fizer, não diga que ficou com vontade depois de ler isso daqui.

1º Lugar – Dexter

Amigos, da próxima vez que pensarem em discutir sobre séries, não comece uma discussão se você nunca tiver visto Dexter. Dexter não é só a melhor série de todos os tempos como também foi a primeira a colocar um ruivo como protagonista. Não que isso seja lá um mérito, mas se tratando de Dexter, tudo é mérito.

Um amigo meu me falou que o Dexter era locutor antes de ser ator, logo, explica-se o porque das cenas serem tão bem narradas e tão bem desenvolvidas dentro da cabeça do personagem principal.

Quando falaram que iam fazer o filme do Homem Aranha eu fiquei me perguntando como eles fariam as cenas onde o Aranha não faz nada, a não ser ficar em cima de um prédio se perguntando o porque das coisas. Se o diretor de Homem Aranha tivesse visto Dexter, ele com certeza teria feito algo muito melhor do que fez.

Dexter mistura magistralmente os momentos de tensão com os momentos cômicos, os momentos de agilidade com os conflitos internos do personagem. Mistura de uma forma tão singular que fica difícil perceber quando o Dexter está falando e quando o “Dark Passenger” está falando.

Dexter não só é uma série boa como é ótima. Embora não fique confortável com o fato de Dexter ter dado o papel da mulher mais “saidinha” para sua própria esposa, todos os personagens se encaixam perfeitamente na trama que se desenvolve ao longo de suas temporadas.

Minha única reclamação sobre a série é a demora que algumas temporadas têm em “engatar a primeira” para sair do lugar. Na 5ª temporada, por exemplo, eles demoraram quase 7 episódios para mostrarem ao que vieram, quando na terceira temporada, no primeiro episódio nós já tínhamos idéia do que estava por vir.

Dexter integra da melhor maneira possível um bom roteiro, ótimas interpretações, bons diálogos, ganchos da série, atores e tudo mais que uma boa série pode oferecer.

É incrível como o rosto mais simpático da américa seja o de um Serial Killer. E é mais incrível ainda como conseguem transformar uma idéia ruim (a princípio) na melhor série já vista por este quem vos fala.

As 3 séries mais Mal escritas

Antes de começar a proferir qualquer asneira para fãs de séries aclamadas pelo público, quero deixá-los cientes que toda a minha implicância com as séries abaixo é referente ao seu roteiro mal escrito e seus ganchos mal acabados. Não quer dizer, necessariamente, que a série seja ruim e que quem a assiste tem QI abaixo de 50. Quer dizer apenas que o roteirista não sabe fazer seu trabalho direito e que ele, provavelmente, tenha o QI abaixo de 50.

Tendo dito isto, parto para as asneiras.

3º Lugar – Persons Unknown

Esta eu vi, acompanhei, baixei todos os episódios e fui até o final pra saber do que se tratava. Embora tenha tido momentos interessantes, onde a série te prendia, o show foi marcado por diversos diálogos repetidos e muitos ganchos que iam do nada para lugar nenhum. Assim como a série.

Outro ponto fraquíssimo da série foi investir alto no roteiro “Lost”. Aquele que tem um grande segredo por trás de tudo e que em alguns episódios sua cabeça explodirá e você dirá: “Puuuuxa vida, que genial”. Nesse caso, isso não aconteceu.

O Roteiro era todo repleto de diálogos repetidos de Lost. Coisas como “Este lugar é a morte” ou “Nós não sabemos quem são ELES” era comum de se achar em cada frame do seriado. Era difícil para os roteiristas fugirem do clichê de que estavam mortos.

Os atores eram bons, mas a química entre eles, e o background mal escrito dos personagens criava um ambiente muito estranho para que pudessem se relacionar. Os personagens ficavam soltos pelo cenário e sem ligação alguma com nada.

Um dos fatos mais “non-sense” que aconteceu foi quando a “Maluquinha Sem Graça” ficou com raiva mortal do “Militar Negro para Cobrir a Cota” somente porque ele havia matado alguém DURANTE A GUERRA.

Realmente, se formos analisar os fatos, poderia até ser compreendido. Acontece que essa reviravolta toda aconteceu pelo simples fato da “Sawyer Mais Sem Graça” ter instigado a “Maluquinha Sem Graça” durante todo o episódio ameaçando ela com “Ó, o Militar Negro para Cobrir a Cota é um vilão…veja isso daqui”.

A série foi do nada para o lugar nenhum, com atores medianos e atuações ruins em muitas partes. Com idéias realmente mal executadas e por isso ocupa nossa terceira posição.

Fiquem com o trailer abaixo e me digam, não é realmente intrigante?

2º Lugar – How I met Your Mother

Desculpem os fãs fanáticos dessa série ruim, mas essa daí não dá nem pra dar uma disfarçada e dizer que a culpa é dos roteiristas. A Série é ruim pelo que é e pelo que tenta ser. Uma série ruim e uma cópia de Friends, respectivamente.

Sempre que algo faz muito sucesso na escala cósmica (Como Lost, Dexter, Friends, Brad Pitt e afins) alguém tenta lançar, algum tempo depois, uma cópia descarada disfarçada de “Um Novo Conceito de…” ou “a melhor série desde…”. Acontece que HIMYM (How I Met Your Mother) tentou fazer isso muito descaradamente. A tagline da série só faltou ser “A melhor série de comédia depois de Friends”, e põe DEPOIS nisso. Se Friends estivesse em uma escada de 10 degraus, HIMYM estaria 156 milhões de degraus ABAIXO dela.

Um problema comum entre muitas séries atuais é o fato dos atores serem todos iguais. Ninguém se diferencia em nada. Ninguém é muito bom em fazer comédia corporal, ninguém é muito bom em fazer comédia sobre beleza, ninguém é muito bom em convencer as pessoas de que você é um idiota. No caso de HIMYM ninguém é muito bom em nada. O Roteirista não seria diferente, certo?

Em Friends você tinha definido cada espaço para cada personagem. Tendo momentos que você sabia exatamente o que tal personagem deveria fazer. Previsível? Nem tanto. Os roteiristas de Friends eram tão bons que mesmo você já sabendo o que cada personagem faria, eles fazia uma coisa totalmente nova e te surpreenderiam pela qualidade da cena. Como a cena em que Mônica Geller dança com o Peru enfiado na cabeça.

Duvido que me mostrem uma cena de HIMYM que contenha tal finesse.

Caros roteiristas de HIMYM. Aprendam a fazer comédia, depois pensem em copiar Friends.

1º Lugar – Glee

Agora sim ferrou de vez. Ao falar de Glee, o queridinho número 1 dos tempos atuais, eu estarei assinando a carta branca para as ofensas. Fiquem à vontade.

Para acalmar os ânimos eu direi uma coisa: Eu assisti Glee.

No começo eu achei que veria só por pedido da esposa, que estava louca pra ver. Realmente foi. Depois do primeiro episódio eu mesmo me interessei pela série e fui ver o que aconteceria depois. Não sou fã de musicais, mas sou fã de algo bem feito. Infelizmente, não era esse o caso de Glee.

Devo parabenizar o elenco e as músicas como um todo. Todo mundo ali passa bem a idéia de interpretação de um papel. Todos interpretam e cantam muito bem, com destaca para a Nariguda Principal que eu sei que tem nome mas tenho preguiça demais para procurar.

Mas aí é que vem a parte ruim. Entre a cantoria, a dança, a liga de cheerleaders cabaço e alguns gays encubados (encubado e alguns é sacanagem), está o pior vilão de Glee. Aquele que te deixa perdido sem ao menos saber onde você está. Aquele que te deixa questionando as ações de cada personagem: O Roteiro.

Nos 5 primeiros episódios a série vem com mudanças tão drásticas que daria pra fazer uma temporada inteira com cada situação. Tem a mudança de “diretor do musical”, tem a enfermeira maluca, tem o grupo de canto do professor, tem a possível traição do professor, tem o cara do short apertado querendo encoxar a peguete do professor, tem  gravidez da Cherleader, tem o babaca corno.

Tem tanta coisa acontecendo nos episódios que você não consegue imaginar pra onde a série vai seguir. Tem tanta reviravolta de trama que no final a série não vai conseguir mais ter a mesma cara de sempre.

E isso não é um elogio.

Glee vinha com um propósito nobre. Mostrar para os fracassados que ainda existia um lugar no mundo pra eles. O propósito era ótimo, se não tivesse sido destruído pela falta de soluções para os problemas promovidos pelos roteiristas. Era tanta coisa acontecendo que você não conseguia acompanhar a série pela sua qualidade. Ou você precisava gostar muito de músicas ou você precisava gostar muito das Cheerleaders.

Glee pecou somente no roteiro. Toda a produção era boa. Atualmente Glee está se vendendo pelos artistas querendo aparecer nele, algo que não quer dizer nada, na minha opinião. Se algo é visto, tem público. Se tem público, artistas irão querer aparecer nele.

A prova de que quantidade de gente gostando não é qualidade é o funk carioca. Portanto, baixem a bola quando forem falar da superestimada Glee. Ela é uma série mediana, com bons atores e um péssimo roteiro.

Fiquem com um clipe aleatório qualquer de Glee.

Os 3 mais “quase” mentirosos da TV brasileira

É de conhecimento de todos pela internet e pelos canais de TV afora que um dos produtos mais comercializados pela nossa fábrica de inutilidade que é a televisão são as novelas brasileiras. Independente de serem boas ou ruins, é fato que na Índia mesmo morrendo de fome as pessoas gostam de novela.


Um dos maiores males da TV brasileira são os apresentadores dominicais que insistem em fazer os programas com os mesmos formatos manjados de sempre. Infelizmente não é só aos domingos que estamos fadados a ver estas porcarias.

Muitos apresentadores estão seguindo essa linha de apresentadores dominicais e estão fazendo de tudo para qualquer pontinho de audiência acima da média. Mesmo que isso signifique mentir todos os telespectadores que, por burrice ou ignorância (algumas vezes um misto dos dois), continuam assistindo e defendendo com toda força que estes “comunicadores” são a revolução da TV. Como falei um pouco antes: burrice ou ignorância.

Márcia Goldschmith


Com certeza eu errei ao escrever o nome de nossa querida apresentadora de programas diários e qualidade extremamente duvidosa.

Recentemente Márcia mudou um pouco o tom de seu programa, mas sempre nos lembraremos do programa #OprahFailStyle que permeava nossas tardes, trazendo as maiores balbúrdias e o casos mais mirabolantes que alguém já pôde exibir.

Falar que Márcia se esforçava para que seu programa fosse realista é o mesmo que dizer que os Teletubbies criaram uma geração de crianças saudáveis e inteligentes. Ou seja, uma bela de uma mentira.

Não contente em expôr os convidados (vamos fingir que era tudo real), Márcia resolveu apelar para a violência. O alvo da mesma seria a própria platéia.

Em dado momento de seu programa um homem surge segurando uma arma dizendo que vai fazer e acontecer no palco. Márcia toma a frente e faz o que nenhum ser humano faria, ficar entre a arma e o público.

Márcia repetia a todo momento que se fosse atirar, que o tiro fosse dado nela. Não há como provar que isso foi armado, mas dado ao currículo de casos hilários em seus programas, Márcia entra para o nosso ranking e será lembrada para todo o sempre por esse caso.


Ratinho

Ratinho foi um dos programas policiais/familiares que mais teve audiência em sua época. Era difícil competir com os malabarismos de seus assistentes de palco e de suas marionetes na TV.
Ratinho tem um currículo extenso de casos que podem ter sido forjados, desde testes de DNA até avistamento de espíritos desencarnados, passando por bizarrices como abdução, sexo com animais e objetos estranhos até a conhecida história do cara com a fantasia de vagalume que foi sentar e teve uma lanterna parabenizando sua próstata com um humilde abraço (enfiou a lanterna no rabo, caso não tenha entendido a metáfora).
Ratinho nunca teve um padrão em seu programa, aceitando todo tipo de gente estranha em seu palco e dando a elas atenção até o momento que algum bobo da corte começasse alguma palhaçada no palco e todos entrassem na onda e esquecessem o problema de quem quer que fosse. O programa nunca foi sobre respeito, era sobre o que fazer para ganhar audiência.
Por essas e outras que Ratinho está no nosso ranking.

Gugu
Este foi sem dúvida o mais cara de pau de todos.
Enquanto Márcia e Ratinho sofrem com acusações de POSSÍVEIS fraudes, Gugu já provou ser o mestre em enrolar o povo quando exibiu uma entrevista com o líder máximo do PCC que depois descobrimos ser um dos produtores do programa disfarçado para fazer o programa ganhar audiência.
Enquanto Ratinho falava de pobres, Gugu foi logo nos peixes grandes da televisão, ameaçando o “jornalista” José Luiz Datena.
Durante muito tempo só se falou disso e Gugu foi obrigado a retirar-se de seu programa dominical.
Graças à curta memória do brasileiro, toda essa história já havia sido esquecida semanas depois do acontecido e hoje Gugu comanda um programa de qualidade muito duvidosa na emissora Record. Por essa prova de que sabe enganar e varrer pra baixo do tapete é que Gugu está em primeiro colocado, provando que não é deixar a dúvida que te faz crescer. Você tem que dar a certeza e depois fazer todos os brasileiros se esquecerem do caso. Só assim para lhe tirar o lugar de maior mentiroso da TV brasileira.

Catálogo de Jovens – Parte II

Continuando a pesquisa iniciada neste post, veremos hoje uma nova classe de jovens que permeiam nosso cotidiano, nos rodeando em cursos, metrô, ônibus ou simplesmente dividindo a cidade em que você existe, sendo obrigado a aturar sem entender, até agora.

Lembrando que estes posts não têm como objetivo estereotipá-los e transformá-los em criaturas asquerosas que são, mas sim auxiliar e desmistificar seus costumes para torná-los menos “incômodos”. Espero que meu esforço valha a pena.

Otakus (Yaaaay Bizarrus Shan Shojo Tomá Nuku)

Esta é uma classe que tenho muito orgulho de dizer que poderia ser dizimada por um meteoro de tamanhos astronômicos que não me faria falta. Se você se veste de forma estranha apenas para fingir fazer parte de uma outra cultura, se você grita com os amigos e os apelidam de nomes duvidosos com traduções mais duvidosas em alguma linguagem oriental, se você lê revistas nacionais de trás para frente apenas para demonstrar seu apego pela sua cultura NOT, você tem grandes chances de fazer parte deste grupo simplório. Ou, na pior das hipóteses, se camuflar dentro de um grupo desses de forma exímia.

Membros desta classe têm grande tendência a se acharem orientais, por mais negros que sejam, por mais morenos, por mais cearenses que sejam, vão insistir de todas as formas que podem e devem vestir-se como orientais e usar gírias desta mesma cultura. Ainda que isso não signifique nada para você. Apenas para “estar inserido no contexto”.

Incesto, homossexualismo, drogas, ilusão, sexo com animais, sexo com anjos, sexo com estojo, sexo com gelatina, sexo com botijão de gás, sexo com mangás, sexo com desenhos, sexo com lamparina, sexo com fogo, sexo com telefones, sexo com computador, sexo com papel, sexo com lamparina de novo, sexo com pedra e, algumas vezes, para não deixar de fora, sexo com a espada de madeira; são práticas comuns a serem adoradas e, algumas vezes, adotadas por estas criaturas. Não importa quanto sua cultura ojerize tais hábitos, se no Japão é comum (e lá, MUITA coisa bizarra é comum), para eles é completamente natural também.

Habitat Natural

Para estudar de perto estas criaturas de costumes estranhos existem duas formas simples. Uma delas consiste em parar em alguma banca de jornal e aguardar seus gritos de “yaaaaaaay” enquanto observam alguma capa de algum mangá com nome duvidosamente tenebroso (Ex: Senhor das Trevas do 8º Crepusculo do Sol de Amanhã; Macarrão, Empada e uma espada atravessada no seu pâncreas; One Piece, One Love, from U2; entre outros)

A segunda forma, muito comum entre eles, é visitar convenções de animes onde os nomes SEMPRE serão substituídos por siglas, o que me leva a crer que seria melhor usarem siglas, ao invés dos nomes. Nestes eventos, além dos campeonatos de gritos (yaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaay) e de quem possui o menor QI, ocorrem uma das práticas mais comuns e degradantes de toda a estratosfera: O Cosplay.

Cosplay é uma prática degradante que merece um post único sobre isso. Não posso desviar do assunto que é o estudo da juventudade perturbada viciada em cultura japonesa.

Vítima de um Cosplay

Organização

Estes grupos de psicóticos costumam reunir-se em grupos de 3 a 5 desajustados para vestirem suas tocas com caras de bichinhos engraçados e japoneses e saírem por aí conversando sobre suas práticas bizarras de adoração aos fatos conturbados dos mangás.

Costumam utilizar-se de um vocabulário próprio que inclui gritos estridentes de “yaaaaaaaaaaaaaaaaay” e também uma forma única de reconhecer seus membros, tanto femininos quanto femininos (Não, isso não foi um erro).

Uma prática bastante comum também é utilizarem sufixos “chan” nos nomes, para assim assinarem de vez o atestado de que estão totalmente sem sanidade alguma e que precisam de uma internação urgente.

Um abraço pro libertador dos judeus.

Canhotos, histórias de superação. – UPDATE

Canhoto é um termo comumente usado para “Pessoa desprovida de habilidades para escrever com a mão correta”. Em minhas vastas pesquisas, pude perceber que os canhotos se dotam de uma egocentricidade extraordinária para discutir certos fatos, citando feitos dignos de serem citados no jornalzinho da escola, como coçarem o ombro direito com maestria, er….é…bom, é isso que os canhotos podem fazer de diferente.

Não importa o dia ou hora em que você  questionar um canhoto de sua deficiência, ele irá se munir imediatamente de argumentos falhos e capengas em relação a todos os canhotos mundialmente conhecidos, como se o fato de ter existido no mundo da “fama” UMA pessoa canhota, permitisse que ela mesma pudesse realizar tal feito. O que nos importa, sinceramente, se Albert Einstein, Adolph Hitler, Tom Cruise, Julia Roberts e Keanu Reeves são canhotos? É como se o fato dessas pessoas terem sido importantes em sua época tenha a ver diretamente com o fato dela ser canhota. Tom Cruise não é um bom ator por ser canhoto, ser destro ou canhoto não faria diferença nenhuma em sua profissão.

Caramba, quanta habilidade em ser canhoto

Se seguíssemos o mesmo padrão de raciocínio falho dos canhotos, poderíamos ver que há muito mais destros famosos e geniais da ciência conhecida do que canhotos. Neste caso, canhoto é quase uma deficiência que é sempre atribuída ao nome para dar um significado para que aquela pessoa seja especial para um grupo de indíviduos: “Fulano pintou esse quadro inteiro com a mão esquerda”. O fato de pintar já é surpreendente. Ser com a mão esquerda só o faz uma criança excepcional e digna de ser assistida pelo AACD.

Quantas celebridades e gênios você conhece? Faça uma lista, por favor. Depois procure saber qual deles era canhoto e qual era destro e você verá, surpreendentemente, que a parcela de destros em qualquer lista (seja na escola, revistas de moda, listas de quem ganhou o bolão da empresa) será sempre SUPERIOR aos canhotos, justamente para salientar o fato de que canhotos são inferiores em sua vida medíocre de tentar ir contra a correnteza da vida.

Uma pessoa canhota normalmente tem uma letra horrível, e as que não possuem tal características certamente usam alguma forma de burlar as regras para se fazer parecer um destro. Observem abaixo a tentativa desesperada de um amigo querendo demonstrar que sua caligrafia era perfeita, mesmo tendo sido escrita com a mão esquerda, a mão, que todos sabem, tem ligação direta com o DEMO.

Sintam a Fúria do Canhoto!

Realmente uma letra apreciável, concordam? Só mesmo se vocês possuíssem catarata congênita em todos os olhos. É claro que é uma tentativa pífia de se fazer parecer uma pessoa normal. Na melhor das hipóteses, esta pessoa, que não gostaria de citar o nome,  pediu a UMA VIZINHA para escrever esta frase de conotação tão depreciativa para minha pessoa.

Canhotos só não são tão lamentáveis quando apreciam sua deficiência (e todos eles o fazem de forma exagerada, como já foi dito) e resolvem tirar proveito dela, indo jogar bola do lado esquerdo do campo, trabalhando como reflexo humano em espelhos pela cidade ou coisas que o valha. Lembrando que todas estas atividades podem ser reproduzidas por destros de forma tão exemplar quanto os mesmos, tornando-os tão especiais quanto um grão de feijão estragado dentro de um pote de milho.

UPDATE

Acabei me esquecendo de citar uma parte importante da evolução dos destros e do resto da humanidade, os canhotos. Parando para avaliar alguns comportamentos, podemos observar que dentre esta classe tão distinta que são os canhotos existem certas pessoas com um histórico de superação e de determinação, são os ambidestros.

Para começar, podemos perceber que a palavra vem de uma origem muito sábia. A pessoa não é duas vezes canhota. Ela é duas vezes DESTRA, logo, vale informar que o ambidestro é uma evolução, ou tentativa de melhoria de uma deficiência, de uma classe desfavorecida pelo nosso senhor Jesus.

Ambidestros são a prova de que mesmo estando ruim, você pode lutar e tentar melhorar sua vida. Não deixe que a vida te deixe pra baixo e te limite. Seja ambidestro e lute por uma vida melhor e com caligrafia perfeita.

UPDATE

Caros canhotos, finalizo este post solicitando sua digitação errônea e pausada em minhas caixas de comentários para discutirmos sobre como superar suas deficiências e conviver bem com elas, aceitando-a e tratando-a como o câncer que é ser canhoto, obrigado.

 

P.S.: Agradeço ao One Piece pela sugestão do Update. Um destro gente boa.