Uma noite de Bença

É muita “bença”, né irmãos?

Pois é. Para quem me acompanha no twitter sabe que recentemente (ontem, para ser mais exato) eu fui convidado por minha nobre e querida irmã para fazer uma rápida visita ao tabernáculo da fonte do bem e do amor dado por nosso senhor e Salvador, Bono Vox. A igreja.

Minha irmã (foto abaixo) fez aniversário no dia 22 de julho e resolveu fazer algo diferente este ano. Ao invés do costumeiro cachaçal regado a pagode e cerveja barata, onde, em sua maioria, todos bebem desregradamente e envolvem-se nas confusões dignas de locais com este aspecto, tivemos uma reunião familiar, com alguns chegados, alguns novos chegados e alguns membros da igreja sedentos por comida e adoração.


Dos fatos ocorridos, o que mais me chamou atenção foi a inquietação de um dos “irmãos” em me oferecer uma bíblia para acompanhar a pregação.

Eu cheguei a cogitar a hipótese de baixar a Bíblia pro Iphone antes de ir, mas imaginei que ficar olhando para o Iphone durante o culto poderia dar a impressão de que eu estava jogando, quando na verdade estava apenas querendo participar da pregação. Embora jogar não tivesse sido descartado por mim.

A igreja nunca foi lá meu local favorito de repouso, mas essa tinha uma aparência engraçada, como se fosse uma cidade pequena onde todos se conhecem. Minha mãe, que teve umas 2 amigas durante toda sua vida, mostrava-se a vontade na presença daqueles que em outra ocasião poderiam ser o alvo de sua fúria. Foi engraçado ver o quanto ela mudou naquele local. Algo de bom estava acontecendo ali.

O irmão aos qual lhes falei, o da bíblia, insistiu algumas centenas de vezes para que eu pegasse sua bíblia. Depois de infinitos “nãos”, ele levantou-se e caminhou até a bateria. Antes eu tivesse pego a bíblia, porque assim eu teria algo para arremessar em sua cabeça quando ele resolvesse tocar mais alto que qualquer voz, fazendo com que toda e qualquer voz ficasse em nível de apito para cães. Minha irmã, coitada, estava tentando ao máximo manter-se em seu pedestal e cantarolar para nós, visitantes, mas era difícil. Nem “Fred” Mercury conseguiria superar o som daquela bateria angelicalmente infernal.

Meu irmão também foi alvo do amor incondicional da igreja. Na maioria das vezes eu sempre sou o “amaldiçoado” com os amigos que vão me matar. E aí deus me dá um livramento e BAM, tô salvo. Dessa vez o alvo foi meu irmão.


Meu irmão não tem cara de vagabundo (do contrário desse que vos fala), meu irmão tem uma filha que consegue irritar golfinhos, de tão fino que ela fala, e meu irmão é uma pessoa graduada com louvor em Harv…quero dizer, na Estácio.

Mas ele se chama Theófilo (pausa de 15 minutos para vocês rirem dele).

Já deu? Ótimo, continuemos.

Teófilo, quer dizer Amigo de Deus, aquele que ama a Deus, ou qualquer outra coisa do gênero. E convenhamos que se você conhece alguém chamado Téofilo vai ser difícil esquecer assim na primeira noite. Portanto, sempre que o pastor precisava de um exemplo, usava ele, já que era muito mais fácil lembrar seu nome.

Portanto durante toda a noite fomos submetidos a ouvir o nome de nosso querido irmão umas 10 centenas de vezes. De ainda fosse um nome bonito, mas pô, Teófilo é sacanagem (nada se compara ao motivo dele se chamar assim).

Voltando a festa e aos “irmãos” famintos.

Antes de me atacarem, não é preconceito. É fato. Se o crente pudesse beber e fazer sexo desvairadanente, talvez direcionasse sus esforços a isso. Como não pode, ele se foca em alimentar-se do máximo de comida que consegue em apenas uma noite. É uma espécie de concurso de quem come mais salsicha, exceto que não há salsichas e que não é uma competição. Eles só comem mesmo, sem fazer muito esforço. Diante destes pensamentos, é fácil entender sua fome eterna.

Graças à televisão, a visão que temos da igreja é um pouco diferenciada da visão que realmente se tem quando se está lá dentro. Pastores roubando, aqueles desvios de verba maroto dentro da cueca, alguns pequenos delitos como estupro e espancamento de possuídos. Essas coisas leve que só a televisão nos traz. Algo difícil de crer quando se vê a simplicidade de uma igreja como a de ontem.

Eu não sei a denominação da mesma, mas sei que não é Universal, pois ainda estou com meus bens e nenhum órgão foi pedido na hora da oferta. Por incrível que pareça, aquela igreja prega algo diferente quando ao dízimo e a oferta.

Eu não me converti. A luz de deus não adentrou meu ser e me tomou com a “insanidade cristã” (palavras do pregador, não me julguem).

Minha sobrinha levou um de seus clones, minha mãe estava com a mais nova integrante da família (sua mãe se casou e engravidou de um tio meu que tem uns 70 anos mas tem aparência de ter uns 4.000 – que, diga-se de passagem, é padrinho do Teófilo ali de cima).

De tudo isso foi legal ver a felicidade da minha irmã por ter conseguido levar todos que ela ama para dentro de seu novo local de descanso favorito. E por mais que eu esteja zoando, a igreja é realmente diferente de muitas por aí e fico feliz de ver meus familiares caminhando na direção do bem.

Antes que vocês me perguntem “por que não vou também, constantemente” eu responderei com as sábias palavras que extraímoa se nosso pensamento após a igreja.

- O pastor até que é muito gente boa, eu só discordo dele, totalmente, em um ponto crucial.

- Post inteiramente digitado no meu A50 “Oi Xuxa”.

Vai viver ou “vamo marcá”?

Você realmente pode querer responder a pergunta do título, e se o fizer, espero que escolha a primeira opção. Conheço muita gente que tem um apego enorme pela segunda, que vão deixando as coisas pra segundo plano, que vão “sobrevivendo” a vida e vão deixando ótimas oportunidades passar, sejam elas ir a uma boate com amigos ou simplesmente passar um aniversário com quem você realmente gosta, independente de qualquer outra coisa. Amizade em primeiro lugar.

Nos dias de hoje é muito comum encontrarmos pessoas que vão empurrando com a barriga, vão se escorando em quem menos aponta os erros e vão vivendo se escondendo numa sombra de perfeição, somente para que nunca sejam confrontadas ou simplesmente questionadas. Essas pessoas esquecem que o questionamento é a parte divertida da vida. Quem não questiona, quem não tem curiosidade, quem não quer saber nada mais do que lhes entregam, está sobrevivendo, ao invés de viver. E essas pessoas, na maioria das vezes, acabam sozinhas, com os “amigos” que plantou durante todo o tempo que esteve longe. Não adianta plantar café e querer colher milho. Se tu planta café, tu vai colher café, porra.

Em momentos como esses, onde eu podia ter escolhido “Marcar”, eu acabei escolhendo viver. Claro que errei, claro que julguei mal, claro que apontei o dedo para amigos quando não devia ter feito, mas fui homem o suficiente para reconhecer o erro e pedir desculpas, de forma humilde e justa que deve ser feita.

Recentemente fomos (Eu, Ágatha, Natasha, Braitner, Pit, Flavia e Nimusha) para o Hopi Hari, típico parque modernoso em Sampa (ou em suas redondezas). Foram horas de diversão, horas de risadas e horas de julgamentos que poucas vezes vi acontecer. Amigos de tão pouco tempo que me fizeram ver o valor da amizade verdadeira. Posso estar enganado, posso estar julgando rápido demais, mas faz tempos que não me divirto assim com amigos de longa data.

É gay, mas a gente se divertiu fazendo

É gay, mas a gente se divertiu fazendo

Em algumas horas você pode se arrepender de ter feito algo. De ter falado algo para alguém que acabou magoando-o. Mas é muito melhor errar e consertar um erro do que viver atrás da sombra de um sucesso ilusório. Ficar tentando fingir que nunca vai errar e que quando errar é só abaixar a cabeça, sair de fininho que ninguém vai perceber. Isso daqui não é sala de aula amigo, é a vida, e na vida ou tu levanta a cabeça e pede desculpas ou tu vai ser o chato da roda de amigos. Aquele cara que se acha foda e que não erra nunca. O cara que ninguém vai querer chegar perto.

Se você tem amigos e os acha importante, deixem eles saberem disso sempre, enquanto puder deixar. Não espere que eles já saibam. Sua namorada sabe que você a ama, mas nem por isso você para de repetir, certo? (por falar nisso, Ágatha, eu te amo hehehe). Com os amigos você não precisa ser tão gay, mas você pode fazer um esforço para ir no aniversário dele, você pode fazer um esforço para ajudá-lo numa hora ruim.

Se você errou em algum momento, levante esse queixo. Você não está se examinando pra ver se tem meningite. Erga sua cabeça, peça desculpas a quem tive que pedir, mande pro inferno que não as aceitar, abrace quem precisa abraçar, viva o que tiver que viver, termine o namoro que te impede de viver, comece um namoro com quem você gosta, explique pra sua namorada sobre sua fã (Né, Braitner?). VIVA. Amanhã vai ser tarde demais, por mais que seja clichê.

Vou escrever um texto sobre a ida ao Hopi Hari, mas quero evitar que fique muito “piada interna”, assim, levarei um pouco mais de tempo. Agradeço as visitas e vejo vocês em breve.

Fiquem com algumas das fotos do passeio do Hopi Hari. Outras vocês podem ver aqui no Flickr.

E aí, Cowboy!

E aí, Cowboy!

Na Bahia tem Capoeira.

Na Bahia tem Capoeira.

Em São Paulo tem trabalhadores

Em São Paulo tem trabalhadores

E no Rio de Janeiro tem palhaços, lógico.

E no Rio de Janeiro tem palhaços, lógico.

Ninguém entendeu qual foi da associação dos palhaços com os cariocas. Achamos que fosse Brasília, né Pit?