Enfim, as cortinas sempre fecham

Para quem não lembra, eu fui no show do System of a Down. Foi um show perfeito. Mais que perfeito, devo dizer.  Foi um show onde cada momento, onde cada grito, onde cada palavra vai ficar guardado para sempre na memória. Foi um show inesquecível. Inesquecível, MESMO. Daqueles que nenhuma música vai sair da sua cabeça nunca mais.

Mas uma hora termina, né? Sempre tem um fim. Por melhor que seja o show, por mais bonitas que sejam as músicas e por melhor que sejam os integrantes, uma hora vai terminar. O fato de terminar deixa o show pior? Os momentos inesquecíveis do show, os gritos, as músicas, elas não foram o suficientes para tornar o show inesquecível? Inesquecível não é o mesmo que “eterno”. O show acabou, mas o tempo em que você passou nele foi real. Tudo que você sentiu, que pediu mais, tudo aquilo foi real e o fato dele ter acabado não lhe tira o mérito em nada.

O show vai ficar na minha mente para sempre, mesmo se depois disso tiverem outros shows. Porque não é a emoção de saber que vai terminar que faz o show ser perfeito, são as emoções que você sente durante o show. No fim das contas, você só precisa contabilizar e dizer se o show foi bom ou se não valeu a pena, afinal de contas, ele acabou. E aí, os shows da sua vida, costumaram valer a pena?

O último show que eu fui valeu cada centavo, cada grito e cada emoção. E eu tenho certeza que ainda vou ver este show novamente, nem que seja no futuro, quando eu estiver alugando um pula-pula para a festa do meu filho.

Ensinamentos da minha mãe e “porque não ser ignorante com os outros”

Mãe é um ser mágico que nos apresenta, todos os dias, a coisas incríveis. Sejam elas coisas levianas ou coisas incríveis que você vai levar para todo o sempre.

Existem gestos de mãe que se perdem durante o seu crescimento, enquanto outros duram para todo o sempre. Um gesto que minha mãe sempre fez comigo foi olha pela janela do ônibus/carro, ver as luzes lá longe, das casas em morros e tudo mais e dizer, com a voz cheia de emoção “Tá vendo aquelas luzes, lá? Cada uma daquela é uma história. Em uma delas tem um pai de família chegando tarde do trabalho, em outra tem um casal discutindo, em outro tem uma criança chorando. Cada luz daquela é uma história diferente”.

Pode não ter significado muito pra minha mãe me dizer aquilo todas as vezes que passávamos por locais que tivessem essas luzes, mas pra mim é muito engraçado ver como isso me marcou. Como que hoje, ao olhar para as luzes à distância, eu fico imaginando cada família, cada história e cada detalhe daquela vida que acabamos esquecendo que existe para dar lugar ao nosso “eu”. Só a nossa vida importa, a de mais ninguém.

Pare pra pensar um minuto. Quantas luzes dessa você já viu em sua vida. Quantas luzes apagam e se acendem todos os dias e não nos damos conta da importância daquele sentimento que eu tinha quando era criança.

No dia a dia, minha mãe costumava dizer que deveríamos respeitar os outros, mesmo que eles não nos respeitassem, porque tínhamos que nos colocar no lugar dele. Se alguém está estressado, tem um motivo. E quando ela falava isso eu logo associava às luzes que ela me mostrava nas viagens. Aquela pessoa que estava me atendendo mal no balcão da padaria era uma daquela luz. Era uma família, uma discussão, era um problema. Tentávamos ao máximo não ser grosso com ninguém por conta disso, embora a vida tenha nos impedido, por muitas vezes, de sermos assim.

Outro ensinamento que guardo até hoje, vindo também da minha mãe, é que “Amanhã, nesse mesmo horário, já vai estar tudo bem”. Normalmente ela me falava isso quando eu tinha dentista marcado. Eu tinha pavor. Tinha muito medo de dentistas porque sempre doía muito e sempre ficava nervoso ao ter uma consulta marcada determinado dia. Aí quando ia pra casa à noite, pra não ficar pensando ela me falava isso. Eu refletia por alguns instantes e pensava que, realmente, fazia sentido. Eu não iria morrer. Era só uma consulta que tinha marcado e nada mais do que isso. Dali o medo ia embora e eu dormia tranquilo.

Sempre que estiver passando por um problema complicado, lembre-se que “amanhã, neste mesmo horário, você já estará bem”. Dependendo do problema, pode ser até antes de “amanhã”. Pense nisso.

Feliz dia das mães

Feliz dia das mães

Chuta o @Vanguedes pra cá – UPDATE

Olá, queridíssimo leitor.

Comecei este texto sem mesmo saber o que escrever. Sem nem ter um título para ele e enquanto ia o escrevendo, fui moldado de acordo com o que queria falar. Tenho muitos assuntos a abordar e muitas coisas a compartilhar, mas no fim das contas vou acabar não falando de um terço e não compartilhando nem a metade.

Estes dias minha mãe comentou comigo que havia ajudado uma menina que trabalha lá perto dela. E tinha me dito que ela ficou muito feliz pelo fato de ter comentado com a minha mãe que iria a um brechó comprar uma cama para receber o filho dela em casa. O filho foi tomado pela mãe dela, quando ele nasceu e agora ela conseguiu que a justiça transferisse a guarda para ela. Para isso a casa dela tem que estar preparada para a chegada do guri. Ele tem 7 anos, embora isso seja irrelevante.

Minha mãe deu a cama que outrora foi minha para a garota. Pra vocês podem não significar muita coisa, mas para minha mãe abrir mão de alguma coisa, mesmo que não esteja mais usando, é como se Hitler decidisse abraçar os judeus, do dia para a noite.

Tenho certeza que essa mudança não foi do dia para a noite. Há muitos anos minha mãe vem sendo uma pessoa diferente. Uma pessoa melhor. E isso reflete em mim, também. Gosto de vê-la mudando. Gosto de vê-la feliz.

O hábito de colecionar bugingangas é um defeito que herdei dela, diga-se de passagem. Tenho bonecos e brinquedos que sei que nunca mais irei brincar, mas não consigo simplesmente pegar e entregá-los a algum garoto que sei que vai destruir ao menor sinal de “revolta”.

Toy Story 3 doeu muito em mim por isso, por saber que eu abandonei e que não consigo me desfazer. Simplesmente não consigo pegar uma caixa cheia de bonecos e coisas da minha infância e dar. Não consigo.

Acho que isso vem do fato de saber que hoje em dia nenhuma criança tem mais cuidado com nada. Isso acaba me impedindo um pouco de conseguir abrir mão dos meus pertences.

O nome do post não tem nada a ver com este estranho hábito de guardar coisas. É o título de um livro (se substituir o “Vanguedes” por “Joãozinho” fica melhor) que li quando era pequeno e que me marcou muito. Lembro de certos detalhes do livro até hoje. Já o procurei nos livros velhos da minha mãe, mas não acho de jeito nenhum. Se alguém tiver um exemplar do livro perdido por aí eu aceitaria de bom grado.

 

UPDATE: A Marianna Costa ouviu meu pedido e me enviou o livro por Correios. Só tenho a agradecer e dizer que vou lê-lo com muito carinho e atenção.

Eu não tenho conta de luz, mas sei meu endereço

Hoje tive que ir à Defensoria Pública para um assunto de cunho pessoal. Também conhecido como “Não é da sua conta”.

Quando já estava de saída, uma vez que minha permanência na frente da defensora foi relâmpago, uma senhorinha repetia aos berros “Eu não tenho conta de luz, mas sei meu endereço de cabeça”. Ela estava sentada exatamente na mesa onde eu deveria ir para marcarem novamente minha visita.

Chegamos meio sem graça e ela continuava. Já parecia ser conhecida dali, porque todos diziam “Dona Maria, nós sabemos, mas precisamos do documento original”.

E ela insistia:

- Nunca me mudei de lá. É o mesmo endereço de sempre. Eu não tenho a conta, mas sei de cabeça.

Os atendentes já estavam com raiva. Respondendo aos trancos e barrancos pra fazer com que ela saísse. Ela insistia em dizer que não precisava. Até que conseguiu achar dentro de sua bolsa uma xerox da conta de luz.

De 2010.

Após a advertência da data da conta, ela insistia que “todo mundo usava aquele papel ali”. E ninguém queria dar mais atenção pra ela.

Foi quando uma das senhoras que a atendia e já tinha proferido vários “chega pra lá” nela resolveu falar para a menina do balcão encaminhar assim mesmo e explicar para a defensora. De repente a mulher passou de arrogante para super gentil. É o “morde-assopra” da defensoria pública.

Uma geração de exageros

Estamos diante de uma das piores gerações que já vi. É claro que junto com essa afirmação vem uma outra regra do nosso envelhecimento: “A geração anterior sempre será a melhor”. Mas não é por isso que digo e nem concordo com a regra.

Todas as gerações tinham seus defeitos. Umas usavam drogas demais, outras se achavam certas demais, outros, ainda, se julgavam perfeitos demais. Todas tinham defeitos e nenhuma delas nunca foi, nem nunca será perfeita.

Meu problema com a geração atual é o fato de que elas estão exagerando. Em tudo. Sempre. É a geração dos exageros e intolerâncias. À medida que evoluem para a erradicação de preconceitos contra negros, homossexuais e outras pessoas antes julgadas como diferentes, elas caem em seus próprios conflitos internos, criando competições e guerras entre si. Pelas coisas mais banais. E quando digo banais, é isso mesmo que quero dizer.

Hoje em dia não é mais permitido gostar de duas coisas. Crepúsculo, Harry Potter e Jogos Vorazes. Todos vêm de livros. A julgar pela máxima de quem lê, é culto, o mínimo que deveria haver entre eles é respeito. Coisa que está muito longe de acontecer.

A pior parte disso é que elas não só são imaturas, quanto também conseguem fazer as outras “categorias” voltarem a ser crianças. Não é comum ver um fã de Senhor dos Anéis, com 27 anos, discutindo o porque de Edward Cullen não ser vampiro. Sério, parem com isso. Vale mesmo perder tanto tempo assim?

Pra falar a verdade, essa geração já vem se arrastando há décadas. Não é exclusividade apenas dos “jovens”. Quantos fãs de Star Wars nós já não vimos discutindo sobre a superioridade do mesmo em relação a Star Trek (que é indiscutível, devo dizer). Todos nós temos nossos exageros, o problema é quando este exagero extrapola os argumentos e passam a ser apenas gritos e murmúrios de uma falta de argumento grotesca.

Não vejo relevância nessas discussões. Não vejo como discutir sobre Edward ser ou não vampiro vai nos fazer chegar a algum ponto. Quem gosta de ambos, gostam e pronto. Alguns enxergam defeitos, alguns enxergam qualidades, mas alguns querem apenas se divertir. Nem todo mundo vai ao cinema como crítico da sétima arte. Algumas vezes, pasmem, tem gente que vai só pra se divertir. Ou por qual outro motivo Transformers teria feito sucesso? (além da Megan Fox, é claro).

 

Só queria escrever

Oi. Hoje não tem reclamação nem post longo. Não tem crítica nem análise profunda sobre nada, como nunca teve. Hoje eu só queria escrever.

Tenho lido tantas coisas boas. Tantas coisas legais. Tantos blogs “simples”, sem memes, sem tirinhas, sem mentiras e sem esses exageros que já se tornaram comuns em blogs. Já fiquei muito tempo sem postar aqui porque “não tinha o que escrever”, mas na época em que escrevia para o Blogger (e ainda me chamava Peter Punk – Ah, eu tinha uns 13 anos, releva) eu não precisava de muita coisa. Só precisava de uma foto e já conseguiria tecer comentários sobre o ocorrido.

Aproveito para dar parabéns ao movimento #VoltaMundoBloqueiro, que preza justamente pela divulgação e apenas isso. Ninguém quer matar os Blogs de memes, só queremos mais conteúdo e menos #HumorNoFace.

Você pode visitar o projeto clicando no banner aqui do lado direito ou então clicando AQUI.

E a vida, como tá? Esses dias andei percebendo que quanto mais dinheiro eu ganho, menos dinheiro eu tenho. Alguma solução para isso?

Top 5 piores músicas que eu realmente gosto

Quem nunca teve aquele momento de vergonha ao ver que você realmente gosta de uma música reconhecidamente porcaria, né? Então. Antigamente alguns amigos meus usavam este conhecimento obscuro para me zoar. Para acabar com a graça deles eu farei um post sobre as 5 piores músicas que é quase certo você encontrar no meu iPhone.

Apenas um adendo. Como as músicas são ruins, eu resolvi fazer uma lista com elas em uma ordem qualquer. Não sei qual delas é a pior, então enumerem vocês a ordem que vocês acharem melhor. Ou pior.

5 – Prometida - Br’oz

Essa é um clássico. Quando o SBT resolveu juntar tudo que tinha de pior na música brasileira e os modelos de Boys Band, foi difícil não ouvir esta música em todo e qualquer lugar que você fosse.

Não sei se foi a mistura de música latina com a letra poética que me encantou, sei que gostei muito e gosto até hoje da música “Prometida”, do br’oz. Acho até que dançaria amarradão se tocasse em alguma festa.

4 – Rap das Armas – Seja lá de quem for.

Outra que é um clássico. Virou até abertura do filme Tropa de Elite (que é foda demais, então a música não poderia deixar de ser diferente).

Contradizendo a falácia de que funk é só putaria e “chão, chão, chão”, o rap das armas integra uma letra falando do cotidiano de favelados envolvidos com crimes e execuções de seus inimigos. Também aproveitam para tirar onda com as novas aquisições da favela. Uma obra-prima completa.

3 – Sandra Rosa Madalena - Sidney Magal

Essa daí pode parecer sacanagem, mas eu realmente gosto dessa música. Talvez pelo mesmo motivo de Br’oz, por causa dos detalhes latinos da música. Acho que já comentei algumas vezes por aqui que sempre fui muito fã de lambada, embora nunca tivesse dançado por puro questão de bom senso.

Só pra terem uma noção. Houve uma época em que eu sonhava em estar dançando no palco e apareciam uns caras pra lutar. Aí eu detonava todo mundo enquanto dançava e no final a garota de quem eu gostava (acho que era a Anne, que eu não sei o paradeiro) ficava louca por mim. Como se dançar lambada e brigar na rua fosse o ápice do “gostosismo”.

Eu era tipo um Zorro da lambada.

2 – Wannabe – Spice Girls

Spice Girls foram as que mais emplacaram hits em uma época qualquer, aí. E eu era um pseudo fã delas. Ninguém sabia disso, é claro. Eu escondia com muita força, por motivos óbvios. Não tinha como se declarar fã de Rancid, NOFX e Millencollin e dizer que gostava de Spice Girls, né? Até tinha, mas eu ainda não sabia o poder que tinha um “foda-se a sua opinião sobre mim”. Hoje eu sei.

1 – Bye bye bye - N’Sync

Essa na verdade é só UMA representante das centenas de músicas de Boy Band que eu gostava quando era mais novo e mentia dizendo que odiava. Meu irmão era mega fã dos Backstreet boys e eu zoava muito ele, então não podia falar que também curtia as músicas dos caras, né?

“Bye, bye, bye” foi a que mais me marcou por causa do clipe que eu curtia bastante.

Se bem que vendo assim, todas essas músicas não batem as “Nicki Minaj” e porcarias mais atuais. Mas que se dane. Curtam suas músicas favoritas e não deixem nenhum rótulo cair sobre vocês.

A “Orkutização” é nossa!

Quem aqui nunca ouviu a expressão 2.0 “Tal coisa está muito orkutizada”.

A expressão é baseada no fato de que, segundo os grandes e perfeitos usuários da internet, o Orkut se tornou (ou sempre foi, vá saber!) um lugar de pessoas de baixo poder monetário. Por conta disso, atribuir a um evento ou a um site o adjetivo “orkutizado” é como decretar falência ao mesmo. Exceto pelo fato de que centenas de pessoas continuam usando-o diariamente, mas tudo bem, ignoremos este fato.

Quando aconteceu a invasão das favelas aqui do Rio de Janeiro, eu apostei muitas das minhas fichas no fato de que os bandidos fugiriam das favelas e viriam para bairros menos “conhecidos”, da Baixada Fluminense. Como aqui o interesse político é menor (afinal, não vai haver nenhum jogo da Copa em Belford Roxo, né?), seria fácil para eles construírem pequenos refúgios em bairros menos policiados. Isso até aconteceu, mas não da forma como imaginei. O retorno foi bem pouco. Poucas histórias foram ouvidas sobre isso. Minha cidade, por exemplo, continua tendo os problemas de sempre, mas nenhum deles envolve confronto com bandidos foragidos de tais morros. Eu não sei explicar o que aconteceu, mas com certeza não confiarei mais em minhas habilidades sócio-econômicas para apostar este tipo de coisa.

Já no Orkut, o que está acontecendo é o contrário. Quando os usuários foram “expulsos” do Orkut pela má fama do mesmo, eles foram obrigados a migrar para outras redes sociais. O Orkut se tornou um site secundário. Ainda muito utilizado, mas pouco reconhecido pelos próprios usuários. É aquele efeito “Pânico na TV”. Muita gente via, mas fazia carinha de nojo quando alguém elogiava em público. Na verdade é o efeito “qualquer coisa que faça sucesso”. É só alguém elogiar determinada banda ou determinado filme que você já começa a enxergá-lo com outros olhos, achando defeito onde não tem.

Mas aí que vem o problema. O Orkut era uma ferramenta social. Assim como a internet, ele interliga PESSOAS. Não adianta tentar culpar a renda do cara, se está na internet, está livre pra todo mundo, desde o mais pobre até o mais rico. Se você exclui essa pessoa de um site, ela vai rumar para outro. Não importa a quantidade de idiomas que ela fala, não importa se ela curte Wando ou Joy Division. Se está aberto, ela poderá entrar.

E sabe o que acontece? Você cai em uma armadilha do seu próprio preconceito. Você, que antes reclamava que o Orkut era lugar de pobre, começa a agir como a senhorinha que enviava convites de “Meu Peixe Dourado”, ou “Meu ânus doce” no Orkut e começa a enviar solicitações de “Meu Calendário”, “Meu Saco”, ou “Fulano respondeu uma pergunta sobre você”. Acredite, eu não preciso clicar em resposta nenhuma sobre mim, porque não há ninguém melhor que eu mesmo para saber a resposta para qualquer pergunta…sobre mim, né?

E aí o que você vê é um bando de gente refazendo exatamente o que se fazia no Orkut, mas agora no Facebook. Que diferença faz? Até a cor do site é parecida. No fim das contas não muda muita coisa você receber convites do Orkut ou do Facebook. Você acaba usando como os usuários que você reclamava.

Quando você for reclamar de uma coisa, lembre-se da famosa frase “Diga-me com quem andas e te direi quem és”. Se a sua timeline no Facebook é repleta de “Humor do Face”, você tem duas opções. Ou deixa de ser amigo daquela pessoa ou pede para mostrar só as atualizações mais importantes e pare de reclamar. Aquilo é um reflexo da sociedade. Aquilo é uma resposta de quem são seus amigos. Se são todos “idiotas ignorantes” a culpa não é só deles.

Não é a qualidade do barco, é quem você coloca nele.

Fake, falso, poser…eu quero é que se f***

Ultimamente tenho reparado como tem aumentando exponencialmente a quantidade de pessoas fãs de HQ’s, de filmes “nerds”, seriados e tudo mais que envolve a cultura nerd/geek. Com isso também, é claro, surgem aqueles que não curtem tanto assim a cultura mas que gostam de estar cercado por pessoas que curtem o gênero. Seja ele qual for. E por conta disso, surgem também os advogados defensores da verdadeira cultura nerd/geek. Sabe aquele cara que cria listas e tópicos sobre “como ser um nerd roots”? Então.

Poser!

Rótulos sempre foram idiotas, desde sua adolescência e, acredito eu, você foi muito injustiçado quando queria fazer algo mas não podia porque não se encaixava no padrão do seu grupo?

Eu, por exemplo, gosto muito de Zé Ramalho. Adoro suas músicas, gosto das letras e acho ele um dos poucos cantores que eu admiro por completo (gay?). Se tivesse que eleger um gênio da música brasileira, não lembraria de Cazuza, nem de Renato Russo, nem de Pe Lanza. O nome certo seria Zé Ramalho. Isso quer dizer que eu não sou “roqueiro”? Quer dizer que sou poser? Que só pago de roqueiro para bla, bla, bla, bla, bla, bla?

Vocês conseguem perceber o quão ignorante isso soa? Essas pessoas, que têm aparecido aos montes por aí, não precisam necessariamente ser alguma coisa para usarem o termo que elas acham adequado. Ela pode ser uma simples pessoa que gosta de diversas coisas em graus diferentes, ou, em algumas hipóteses, em graus não condizentes com suas vestimentas ou coisa assim.

Este tipo de comportamento é comum a qualquer grupo. Quantas vezes você já não viu garotas que sempre adoraram Barbies e bonecas passar a dizer que odiava as tais só pra poder se vestir de preto e ouvir Avenged Sevenfold? Elas estão no direito delas. Nós mudamos de opinião e gostos a todo momento, é óbvio que elas poderão fazer o mesmo. Ninguém decretou que ao nascer com uma opinião, você deveria morrer com ela. Pelo contrário. Quantos de nós já não lutamos pelo direito de nos expressar? Impedir que alguém mude de opinião ou diga que é de um grupo cujo qual VOCÊ  não julga condizente é hipocrisia. Lutamos por liberdade desde sempre.

Se a garota quer tirar foto com um controle na mão, enquanto a outra quer tirar com ele na boca enquanto segura a camisa levantada mostrando sua barriga, qual o problema nisso?

Eu lembro de garotas que se apaixonavam por cabeludos na época de escola que decoravam livros e mais livros sobre bandas “legais”. Tudo isso pra poder mostrar conhecimento e tirar uma onda de “Ouço Nirvana desde novinha”, como se essa auto-afirmação fosse um troféu, a ser erguido com orgulho, quando, na verdade, os caras estavam muito mais interessado na “patricinha” da escola, simplesmente porque ela não dava bola pra ele. Exatamente pelo mesmo motivo que fez a garota inicial se apaixonar por ele. Eles são de mundos diferentes. Não tinha nada a ver com as semelhanças entre seus gostos, era questão social, mesmo.

Durante sua vida adulta você verá muito disso. Você entrará em empregos novos que te farão se adaptar ao ambiente, seja ele qual for. Isso não faz ninguém mais fraco, não faz ninguém “falso”, isso parece mais coisa de um ser humano, se adaptar para sobreviver. Foi assim por toda nossa existência, não seria diferente agora, não é?

Ficar com raiva ao ver “falsos geeks/nerds” é infantil, imaturo e mostra que sua habilidade em conviver em grupos está abalada, ou você acha que é só nesse meio que tem poser? Quantos crentes você não vê por aí carregando uma bíblia e andando de terno mas que na verdade não estão nem aí para o que está sendo ensinado? Dessa vez nem é implicância com os caras, é só questão de saber respeitar todas as pessoas, independente de ela gostar de algo ou fazer aquilo apenas para se enturmar, porque, acredite, se aquele roqueiro pudesse fazer parte do “mundo” da patricinha só pra poder ficar com ela, duvido que ele não parasse de usar aquelas camisas de bandas em 1 segundo.

Avenged Sevenfold é o cacete, eu vou é botar um blusão social da Tommy Hilfiger.

Hoje é dia de Rock, bebê

Nós já fomos mais inteligentes?

Hoje eu li uma notícia que me deixou um tanto quanto animado: Final deste BBB teve a menor audiência entre todos os programas. Será que agora perceberam que BBB já está indo pro limbo?

Mas isso também me preocupa. Todos nós sabemos do que a televisão vive, de polêmicas e confusões, passando por fofocas e casos engraçados. A preocupação fica por conta do fato de que ou a Rede Globo irá encerrar de vez o BBB (o que eu duvido muito) ou então ela irá preparar um BBB totalmente novo, repleto de polêmicas e participantes “interessantes”.

Então, se você quer manter sua sanidade enquanto homem, não assista ao próximo BBB. Mas não assista, mesmo! Não faz igual você tem feito, não. Fala pra todo mundo no trabalho que não gosta de BBB mas fica torcendo pra um ou outro participante vencer a disputa. E você achava que passava despercebido, né?

Outro fato interessante ao redor do BBB, ou de seus telespectadores, é que quem não assiste adora levantar a bandeira de “Sou foda, não assisto BBB”. E todo final de semana ele liga na Sony pra ver a final de Top Chef, ou daquele reality de salão de beleza lá, que eu não lembro o nome.

Desde quando não assistir alguma coisa nos fez inteligente? Quantas pessoas que não assistem o BBB são vergonhosamente burras? Ou, pra pegar mais leve, vazias. Porque tudo depende muito de um ponto de vista. Aquele cara que só estuda, que sabe todas as fórmulas químicas e conhece todos os Pokémon não vai ser um grande sucesso na mesa de bar, por exemplo, sendo visto até como “chato de galocha”. Enquanto que o “Machoke” que vive na academia e acaba assistindo todas as novelas pode ser a sensação do momento entre os menos afortunados desse tipo de inteligência.

O ponto é, não adianta você dar uma de “Genião”. Sempre vai ter quem te ache idiota, burro, arrogante, metido e tantos outros adjetivos que só te farão perder oportunidades durante sua vida. O mais inteligente, na minha opinião, é aquele que consegue se adaptar ao local onde está. Ele pode não ser bom em nada, a fundo, mas vai ter amigos aonde quer que vá.

E ela já voltou pro Brasil